Saul Loeb/AFP - 10/4/2019
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Banco Central Europeu discute maneiras de limitar efeitos da guerra na economia

A presidente do BCE, Christine Lagarde, e o ministro de Finanças da Alemanha, Chistian Lindner, se reuniram para debater sobre a o conflito no leste europeu e as possíveis sanções em meio a crise

Gabriel Bueno da Costa, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2022 | 20h46

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, informou por meio de sua conta no Twitter ter discutido com o ministro de Finanças da Alemanha, Christian Lindner, a melhor maneira de limitar os efeitos “da guerra inaceitável da Rússia contra a Ucrânia para a economia europeia”. 

Ela ainda destacou ter reiterado que o BCE irá implementar sanções definidas pela União Europeia e que está disposta “a fazer tudo o que for necessário no âmbito do nosso mandato para garantir a estabilidade dos preços e a estabilidade financeira”. 

Fabio Panetta, membro do conselho do BCE, afirmou, por sua vez, que o conflito “dramático” na Ucrânia exacerba incertezas, além de pesar negativamente sobre a oferta e a demanda. Segundo ele, a invasão militar da Rússia ao vizinho “exacerba riscos à perspectiva de inflação no médio prazo dos dois lados”.

Nesse contexto, Panetta disse que não seria prudente se comprometer previamente com passos futuros na política, até que a crise atual esteja mais clara. “E o BCE segue pronto a agir para evitar qualquer deslocamento nos mercados financeiros que poderia vir da guerra na Ucrânia e para proteger a transmissão da política monetária”, ressaltou.

O dirigente disse que a economia da zona do euro “enfrenta uma série de choques de oferta importados, que puxam a inflação para cima e contêm a demanda”. Segundo ele, a saída da pandemia da covid-19 tem sido caracterizada por divergências globais entre oferta e demanda, “nos mercados de energia e bens em particular”, com efeitos desiguais entre os setores.

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