Banco Central Europeu mantém juros anuais em 2,50%

O Conselho de Governo do Banco Central Europeu (BCE) decidiu, nesta quinta-feira, manter as taxas de juros a curto prazo para a eurozona em 2,50%, tal como tinham previsto os mercados. A instituição européia manteve também a linha de crédito marginal, pela qual empresta dinheiro às entidades, em 3,50%, assim como a linha de depósito, pela qual remunera o dinheiro, em 1,50%. Os analistas esperam que o BCE eleve as taxas em sua próxima reunião, em 4 de maio, já que a economia da zona do euro se recupera, como mostram os indicadores mais recentes, e a inflação segue em patamares superiores aos de referência do banco. Os observadores da instituição européia adiantaram para maio suas previsões para a próxima alta dos juros, após constatar a melhora da confiança empresarial na Alemanha e na Itália, o aumento da massa monetária em circulação e o alto volume de concessão de créditos na zona do euro. Inflação Além disso, a inflação voltou a superar em fevereiro o teto de 2% estabelecido pelo BCE para garantir a estabilidade de preços, chegando a 2,2%, embora tenha caído um décimo em relação a janeiro. O BCE aumentou as taxas de juros a curto prazo para a zona do euro em 0,25 ponto percentual em dezembro de 2005, pela primeira vez desde outubro de 2000, e voltou a subi-las no mês passado em mais um quarto de ponto, para os atuais 2,50%. Euro O euro alcançava na manhã desta quinta um novo valor máximo neste ano, US$ 1,2335, impulsionado pelas expectativas dos mercados de que o BCE poderia subir os juros em 2006 acima do previsto até agora. Depois que o banco revelou sua decisão de manter invariável o preço do dinheiro, a divisa européia passou para US$ 1,2310, praticamente sem alteração em relação aos momentos anteriores ao anúncio.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.