REUTERS/Ralph Orlowski
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Banco Central Europeu vai estender programa de estímulos até 2017

Mario Draghi anunciou que, se necessário, compras de bônus mensais irão até 2017 ou além

Matheus Maderal, O Estado de S. Paulo

03 de dezembro de 2015 | 12h21

SÃO PAULO - Após a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), o presidente da instituição, Mario Draghi, anunciou que as "compras de bônus mensais irão até março de 2017, ou além, se necessário", referindo-se ao programa de relaxamento quantitativo do bloco. Antes, o programa de estímulos acabaria em setembro de 2016. O BCE também anunciou um corte na taxa de juros de depósitos de -0,20% para -0,30%.

O pacote de medidas anunciado hoje inclui o reinvestimento do principal dos títulos adquiridos por meio de seu programa de recompra de ativos conforme eles vençam, pelo tempo que for necessário.

Segundo a instituição, isso irá contribuir para a liquidez do mercado e para a "postura apropriada de política monetária". Os detalhes técnicos sobre as transações, segundo o BCE, serão comunicados em seu devido tempo.

"Não excluímos o uso de outros instrumentos se decidirmos que é necessário", declarou Draghi. "Podemos sempre ajustar nossas medidas de política monetária", acrescentou.

Segundo o dirigente, a maior preocupação continua sendo a baixa inflação no bloco monetário. "Os indicadores econômicos recentes mostraram necessidade de mais estímulos para levar inflação à meta de quase 2%", disse. Pressionado sobre a eficiência das medidas que vêm sendo tomadas, Draghi respondeu que o BCE está "fazendo mais porque isso funciona, não porque as medidas fracassaram".

A autoridade monetária também decidiu incluir no programa bônus de governos regionais e alegou que o programa "fornece flexibilidade suficiente". Draghi ainda afirmou que o BCE conduziu "uma avaliação ampla dos fatores que desaceleram a inflação" na zona do euro e disse esperar "que a recuperação econômica prossiga adiante".

Para Draghi, os "baixos preços do petróleo devem dar suporte para as famílias e, assim, para o consumo". 

Projeções. Mario Draghi divulgou projeções atualizadas da instituição para o crescimento econômico e a inflação na zona do euro. O BCE prevê agora alta de 1,5% no Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro em 2015, acima do avanço de 1,4% calculado na previsão de setembro.

Para 2016, a previsão de avanço do PIB foi mantida em 1,7%. Já em relação a 2017 ela foi elevada, de 1,8% calculado em setembro para 1,9%.

A previsão para o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro foi mantida em 0,1% para 2015. Em 2016, o BCE prevê que o CPI fique em 1,0%, não mais em 1,1%, e em 2017 ele deve atingir 1,6%, não 1,7% como esperado em setembro. Fonte: Dow Jones Newswires.

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