Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Banco Central mantém taxa Selic em 6,5% pela 9ª vez seguida

Decisão divulgada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira já era esperada pelo mercado

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2019 | 18h02
Atualizado 08 de maio de 2019 | 19h01

BRASÍLIA - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, manter a Selic (a taxa básica de juros da economia) em 6,50% ao ano. Com isso, a taxa permaneceu no nível mais baixo da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996. Foi a nona manutenção consecutiva da taxa neste patamar.

Mas uma vez, a decisão desta quarta-feira, 8, era largamente esperada pelos economistas do mercado financeiro. De um total de 46 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, 45 projetavam manutenção da Selic em 6,50% ao ano.

Ao justificar a decisão, o BC avaliou novamente que "cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária, inclusive diante de cenários voláteis, têm sido úteis na perseguição de seu objetivo precípuo de manter a trajetória da inflação em direção às metas".

O BC também repetiu que a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve manutenção da taxa Selic no nível vigente. O colegiado voltou a avaliar ser importante observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo, livre dos efeitos remanescentes dos diversos choques a que foi submetida no ano passado.

Diferentemente das comunicações anteriores, o BC desta vez destacou que essa observação da atividade também deve ocorrer com a "redução do grau de incerteza a que a economia brasileira continua exposta". "O Copom considera que esta avaliação demanda tempo e não deverá ser concluída a curto prazo", completou o documento.

Mais uma vez, o Copom afirmou que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.

No documento, o BC também atualizou suas projeções para a inflação. No cenário de mercado - que utiliza expectativas para câmbio e juros do mercado financeiro, compiladas no relatório Focus -, o BC alterou sua projeção para o IPCA em 2019 de 3,9% para 4,1%. No caso de 2020, a expectativa continuou em 3,8%.

No cenário de referência, em que o BC utilizou nos cálculos uma Selic fixa a 6,50% e um dólar a R$ 3,95, a projeção para o IPCA em 2019 passou de 4,1% para 4,3%. No caso de 2020, o índice projetado seguiu em 4,0%. As projeções anteriores constaram na ata do encontro de março do Copom.

O centro da meta de inflação perseguida pelo BC este ano é de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (2,25% a 5,25%).

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