Banco Central não será complacente com a inflação, diz Tombini

Presidente do BC diz estar preparado para conter pressão

Altamiro Silva Junior, Enviado especial, Estadão Conteúdo

11 de outubro de 2014 | 18h05

O Banco Central não será complacente com a inflação, afirmou o presidente da instituição, Alexandre Tombini, em uma rápida entrevista a jornalistas neste sábado, em Washington. "Quando necessário, e se preciso for, nós saberemos agir para conter essas pressões", declarou o dirigente, ressaltando que o BC vem trabalhando desde o início do ano passado para combater as pressões nos preços. "Uma parte desse movimento de taxas de juros ainda não foi sentido na inflação, ainda será sentido nesse período à frente".

O BC elevou os juros no Brasil entre abril de 2013 e abril deste ano. "Se preciso for, no momento certo, nós estaremos prontos para agir para combater a inflação no Brasil", declarou o presidente do BC. "Temos os índices gerais de preços que ficaram três ou quatro meses no território negativo, com deflação, e voltaram a apresentar este movimento agora em outubro", afirmou ele, ressaltando que as primeiras prévias deste mês dos IGPs indicaram queda no preço.

Além disso, Tombini afirmou que, influenciado pelo comportamento das cotações das commodities, como as agrícolas, o minério de ferro e no petróleo, os índices de preços no atacado também estão caindo. "O fato que nós vimos nos últimos meses, inclusive agora no mês de outubro um processo de deflação nos preços do atacado", segundo ele. "A situação da inflação está sob controle", afirmou o presidente.

Questionado sobre os próximos passos do programa de intervenção no câmbio, que ocorre por meio da venda de swaps cambiais, e acaba em dezembro, Tombini declarou que a estratégia tem funcionado corretamente e sido bem sucedida. "Não tenho notícia sobre o futuro do programa neste momento."

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