Clayton de Souza, Dida Sampaio e Tiago Queiroz/Estadão
Clayton de Souza, Dida Sampaio e Tiago Queiroz/Estadão

Banco Central piora projeções para economia e agora vê PIB de -3,5% em 2016

No Relatório de Inflação anterior, de dezembro, BC estimava retração da economia em -1,9%; previsão para o PIB de serviços, indústria e agronegócio ficou mais baixa

Bernardo Caram, Célia Froufe e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

31 Março 2016 | 08h30

O Banco Central piorou suas projeções para o desempeenho da economia brasileira neste ano. Em novo Relatório de Inflação, o BC aumentou de -1,6% para -3,5% a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2016. Para a inflação no cenário de referência, a autoridade monetária aumentou de 6,2% para 6,6% a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acima portanto do teto da meta de inflação apra o ano, de 6,5%.

No caso da indústria, a projeção passou de -3,9% para -5,8%. Para serviços, a estimativa que antes era de -1,2% agora está em -2,4%. O PIB agropecuário deve vir positivo, mas mais fraco do que o projetado inicialmente. No documento, o BC diminuiu a previsão de crescimento de 0,5%para 0,2%.

Pelo lado da demanda, as estimativas também são negativas. Os investimentos vão levar um tombo de 13% este ano ante -9,5% na projeção anterior. Para o consumo do governo, a projeção passou de alta 0,4% para queda de 0,7%. No consumo das famílias, a estimativa passou de -2% para -3,3%.

Para a diretoria do BC, a demanda agregada continuará a se apresentar moderada no horizonte relevante para a política monetária. A autoridade monetária voltou a dizer que as exportações líquidas apresentam melhor resultado, seja pelo processo de substituição de importações em curso, seja pelo aumento das exportações, beneficiadas pela depreciação do real. Mas o relatório deixa de citar que a melhora da balança comercial também se dá pelo cenário de maior crescimento de importantes parceiros comerciais do País. 

Pelo Relatório Focus desta semana, os analistas do mercado financeiro estão mais pessimistas e estimaram uma queda de 3,66% do PIB em 2016. No último relatório bimestral de receitas e despesas primárias, divulgado na semana passada, o governo projetou para o encerramento do ano uma retração um pouco mais modesta, de 3,05% no PIB.

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