Banco Central prioriza inclusão financeira, diz Meirelles

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse hoje que a instituição tem priorizado o acesso da população ao mercado financeiro e que hoje os mais de 5,5 mil municípios brasileiros têm acesso a serviços financeiros. Estudo do Banco Mundial feito em colaboração com o BC do Brasil revela que a exclusão financeira reduz o bem-estar social potencial dos indivíduos e a produtividade dos empreendimentos econômicos. Afirma ainda que o Banco Central deve dar continuidade à promoção de políticas direcionadas à expansão do acesso ao mercado financeiro. Além das medidas de microfinanças e dos empréstimos com desconto em folha de pagamento, ele citou a abertura simplificada de contas para usuários de baixa renda e a ampliação da atuação dos correspondentes bancários. "Agências dos correios, supermercados, casas lotéricas e outros estabelecimentos comerciais prestam hoje serviços básicos de agências bancárias", disse. Já existem 30 mil pontos de atendimento desse tipo em todo o território nacional.Acesso ao créditoDe acordo com Meirelles, nesse primeiro ano da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o Banco Central tem reiterado prioridade que atribui a iniciativa de expansão do crédito. Segundo ele, tem sido fundamental o sucesso das políticas adotadas para debelar a crise de confiança que atingiu o País na virada do ano e afastar a ameaça da volta da espiral inflacionária. Meirelles que o BC conferiu prioridade a dois conjuntos de medidas ligadas ao mercado de crédito: o Projeto Juros e Spread Bancário e a Agenda do Microcrédito.O presidente do Banco Central disse que a primeira iniciativa neste sentido foi o direcionamento obrigatório de 2% dos depósitos à vista captados pelas instituições financeiras bancárias para a realização de operações de microfinanças destinadas à população de baixa renda e a microempreendedores. A segunda medida relevante, de acordo com ele, foi a aprovação da legislação autorizando as instituições financeiras a concederem empréstimos pessoais aos trabalhadores assalariados mediante consignação em folha de pagamento.

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