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Banco Central sobe projeção de inflação para 4,5%

Projeção de inflação aumenta em relação à março e vai para centro da meta; ata do Copom prevê expansão ‘moderada’ do crédito

Adriana Fernandes e Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

26 de abril de 2012 | 10h14

BRASÍLIA - Com o movimento de redução da taxa Selic, a projeção de inflação do Banco Central (BC) para 2012 subiu, conforme indica a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta quinta-feira (26). Pelo cenário de referência, a projeção de IPCA para 2012 teve elevação em relação a março e está hoje em torno do centro da meta de inflação (4,5%).

Ao final de março, no relatório trimestral de inflação o BC  projetava uma inflação de 4,4% para 2012 no cenário de referência, portanto, abaixo do centro da meta.

Para 2013, a projeção de IPCA também aumentou no cenário de referência e está acima do valor central da meta. No relatório trimestral, a projeção de inflação para o IPCA no cenário de referência é 5,2%. A ata divulgada hoje mostra que a projeção para o ano que vem está acima desse valor.

O cenário de referência leva em conta as hipóteses de manutenção da taxa de câmbio em R$1,85 e da taxa Selic em 9,75% em todo o horizonte relevante. 

O Copom também avalia na ata que a moderação na dinâmica dos preços ao produtor e no mercado atacadista tende a potencializar o processo de melhora das expectativas de inflação nos próximos trimestre.

Expansão do crédito. O Banco Central trabalha com a hipótese de que o mercado de crédito deve apresentar expansão "moderada". No parágrafo 27 do documento, os membros do Copom afirmam que "o cenário central também contempla expansão moderada do crédito". Ainda sobre esse tema, o Banco Central classificou como "oportunas iniciativas no sentido de moderar concessões de subsídios por intermédio de operações de crédito". 

Em março, o estoque das operações de crédito aumentou 1,7% na comparação com fevereiro e atingiu R$ 2,069 trilhões. Em 12 meses, houve expansão acumulada de 18%. Ontem, o BC repetiu a perspectiva de que a carteira deve ter crescimento de 15% no acumulado de 2012. Ou seja, o crédito deve moderar nos próximos meses.

Preços das commodities. O BC resolveu retirar da ata do Copom a avaliação de que os preços das commodities nos mercados internacionais têm apresentado comportamento benigno. Essa avaliação constava na ata de março e não aparece no documento divulgado hoje referente à reunião da semana passada.

O ata de hoje repete, no entanto, a avaliação de que são decrescentes os riscos derivados da persistência do descompasso, em segmentos específicos, entre as taxas de crescimento da oferta e da demanda. Mas destaca, no entanto, que há estreita margem de ociosidade no mercado de trabalho, apesar dos sinais de moderação nesse mercado.

"Em tais circunstâncias, um risco importante reside na possibilidade de concessão de aumentos de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade e suas repercussões negativas sobre a dinâmica da inflação", diz o documento. 

A ata observa ainda que o nível de utilização da capacidade instalada tem se estabilizado e se encontra abaixo da tendência de longo prazo, ou seja, está contribuindo para a abertura do hiato do produto e para conter pressões de preços.

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