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Banco de bitcoins canadense fecha depois de ataque hacker

Flexcoin diz que teve US$ 600 mil roubados em ação criminosa e que não tem como se recuperar de perda

O Estado de S.Paulo

07 de março de 2014 | 02h07

O Flexcoin, um banco de bitcoins baseado no Canadá, disse que vai encerrar as atividades após perder um total de bitcoins equivalentes a cerca de US$ 600 mil em um ataque de hackers, que teria ocorrido por falhas no código do software.

Em uma mensagem em seu site, o Flexcoin disse que todas as 896 bitcoins guardadas online foram roubadas no domingo. Seu colapso veio depois que o Mt. Gox, que já foi a bolsa de valores de bitcoins dominante no mundo, entrou com pedido de concordata no Japão e disse que pode ter perdido cerca de 850 mil bitcoins devido a ataques eletrônicos.

"Como o Flexcoin não possui recursos, ativos ou outro meio para se recuperar desta perda, estamos fechando nossas portas imediatamente", informou no comunicado.

O Flexcoin posteriormente publicou outro comunicado dizendo que o ataque explorou uma falha em seu código que rege as transferências entre usuários, inundando o sistema com pedidos simultâneos para mover bitcoins entre contas.

Segundo operadores do meio, um bitcoin era cotado em US$ 658 na quarta-feira.

Tragédia. Outra notícia negativa envolvendo o universo do bitcoin foi o possível suicídio da jovem executiva Autumn Radtke, presidente executiva da empresa de câmbio especializada em moedas digitais First Meta.

Amigos e colegas de Radtke afirmaram que ela sofria pressões profissionais e pessoais. A polícia disse estar investigando sua morte "não natural", e que as "pistas iniciais não mostram suspeitas de crime". Radtke, de 28 anos, se mudou para Cingapura em 2012 e já havia trabalhado em outra startup na Califórnia.

Fundador. O site norte-americano Newsweek afirmou ter encontrado o criador do bitcoin na Califórnia. O japonês Satoshi Nakamoto, de 64 anos, afastado do mundo dos bitcoins há vários anos, continua não querendo falar do assunto. "Não estou mais envolvido, então não posso discuti-lo". / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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