Banco de investimento mantém recomendação para dívida brasileira

O banco de investimentos Dresdner Kleinwort Wasserstein manteve hoje a recomendação ?overweight? (acima da média do mercado) para os títulos da dívida brasileira. Segundo o economista responsável pelo Brasil do banco alemão, Nuno Camara, os spreads sobre os ativos brasileiros, em torno dos 1.000 pontos base, ?continuam sendo um dos mais atrativos entre os mercados emergentes?.O DKW prevê que os spreads deverão oscilar entre 800 e 850 pontos entre os próximos três e seis meses, ?diante da adoção de políticas macroeconômicas rigorosas e um progresso gradual nas reformas?. O banco observou que a recente valorização do real já era prevista, diante do ajuste que está ocorrendo nas contas externas. Segundo Camara, o real ainda tem algum espaço para apreciação podendo atingir a cotação de RS 3,25 diante do dólar, ?antes de dar uma descansada?.O economista observou que a queda da taxa risco do País é reflexo do ajuste externo e dos ?sinais positivos do novo governo em relação à continuidade da política econômica?. Ele salientou, no entanto, que o governo Lula precisa utilizar a estabilidade macroeconômica e as reformas - que qualifica como ?armas de sedução em massa?- para consolidar a confiança dos mercados. ?Um fracasso disso deixará o Brasil vulnerável a novos choques".Camara afirmou que o governo brasileiro precisa obter avanços concretos na implementação das reformas. ?Há uma crescente expectativa de que o ritmo das reformas será lento, o que por sua vez tornará também lenta a queda das percepções de risco". Em contrapartida, observou o economista, a lua-de-mel do presidente Lula com o Congresso Nacional deverá ser mais longa do que havia sido anteriormente previsto.?Os céticos podem argumentar que a popularidade de Lula provavelmente irá declinar, pois isso é um fenômeno normal em qualquer processo político, enfraquecendo sua base no Congresso para o processo de reformas?, disse. ?Mas nos inclinamos a pensar que Lula será capaz de manter o atual momento político?.

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