Banco de investimento Moelis chega ao País

O Moelis & Company, um dos maiores bancos de investimento independente dos EUA, anunciou ontem o início de suas operação no Brasil. Com sede em Nova York e forte atuação nos mercados de fusões e aquisições e reestruturação de empresas, o Moelis abriu um escritório de representação em São Paulo, o primeiro na América Latina, dentro da estratégia de expandir sua presença para os principais mercados internacionais.

O Estado de S.Paulo

12 de março de 2014 | 02h14

Segundo Rick Leaman, sócio-diretor do Moelis & Company nos EUA, um dos objetivos desde que ele entrou no banco, em 2010, era montar operação no Brasil. "Temos como estratégia estender nossa posição globalmente, e dentro dessa visão o Brasil é um dos mercados em que temos de estar", disse, em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Em nota, o diretor-presidente Ken Moelis disse estar satisfeito com a expansão para a América Latina por meio do escritório em São Paulo. "A presença no Brasil complementa ainda mais nosso alcance global."

A operação brasileira terá foco em fusões e aquisições, o segmento mais forte da companhia no exterior, e também em reestruturação de empresas, outro braço importante do Moelis. Mas Leaman não descarta atuação em outros setores, sempre de olho na assessoria financeira para empresas. Ele acredita que é possível atingir a liderança nesses segmentos no Brasil em função das oportunidades que vê no País. Ele justifica o otimismo não apenas pelas perspectivas para a economia brasileira, mas também em função da recuperação da economia mundial, que, segundo ele, está levando os mercados para um novo ciclo de oportunidades.

"A economia dos EUA está melhor do que as pessoas esperam e vemos sinais de melhora na Europa. Com esses dois grandes motores da economia mundial indo bem, e com a China crescendo, o Brasil vai se beneficiar."

O banco será comandado no Brasil por Otávio Guazzelli e Jório Salgado-Gama, além de Erick Alberti, que também se juntou à companhia. Os três vieram da BR Partners e do Citi. A companhia optou por um escritório de representação, sem planos no momento de solicitar ao Banco Central autorização para abertura de um banco. / FERNANDO TRAVAGLINI

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