Banco do Brasil anuncia mais mudanças na direção do banco

Oficialmente, trocas têm como objetivo 'arejar' a direção da instituição; seria um 'rodízio natural' entre vice-presidentes

FERNANDO NAKAGAWA , JOÃO DOMINGOS / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2011 | 03h03

Horas após a demissão de Allan Simões Toledo da vice-presidência de atacado, negócios internacionais e private bank, o Banco do Brasil anunciou ontem uma verdadeira dança das cadeiras na direção da casa.

Para o lugar do demitido, o presidente Aldemir Bendine nomeou Paulo Rogério Caffarelli, seu braço direito e, até então, vice-presidente de negócios de varejo. Tido como potencial futuro novo presidente do BB, o escolhido recebeu a missão de "arrumar a casa" nos negócios com grandes empresas privadas.

As mudanças devem apaziguar os ânimos após meses de desgaste do demitido com a presidência do BB e o Ministério da Fazenda. Além do substituto para Toledo, Bendine escolheu Alexandre Abreu, até então vice-presidente de varejo, distribuição e operações do banco, para o lugar de Caffarelli. Também nomeou Dan Conrado, que ocupava a diretoria de distribuição em São Paulo, para a vice-presidência de Abreu.

Fontes explicam que as trocas têm como objetivo enterrar as divergências geradas por análises distintas feitas por Toledo e pelo presidente do BB. Para acabar com as diferenças, Caffarelli ganhou voto de confiança de Bendine e da Fazenda para resolver questões deixadas por Toledo.

Entre as missões do novo vice-presidente de atacado, está o de "corrigir o rumo" dos negócios com grandes empresas privadas. Esse foi o principal motivo que levou à demissão de Toledo na terça-feira. Considerado leal a Bendine e à Fazenda, Caffarelli deverá dar aos negócios de atacado tom "mais alinhado" com as estratégias do governo federal. A escolha abre, ainda, caminho para o novo vice-presidente ter mais poder na casa. A novidade, dizem pessoas dentro do banco, reforça a hipótese de que Caffarelli tem potencial para ser presidente do banco no futuro.

Oficialmente, a troca dos vice-presidentes tem como objetivo "arejar" a direção da casa. Segundo o BB, "a intenção foi promover um rodízio natural entre os vice-presidentes, que estão no cargo desde 2009".

No outro banco estatal, a Caixa Econômica Federal, o ano termina com o clima mais tranquilo após intervenção da presidente Dilma Rousseff há algumas semanas na disputa motivada por desentendimentos entre PT e PMDB.

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