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Banco do Brasil deve fazer oferta secundária de ações este ano

O fundo de pensão Previ e o braço departicipações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico eSocial, BNDESPar, pretendem realizar até o final do ano ofertapública secundária de ações do Banco do Brasil, em uma operaçãoque poder chegar a quase 4 bilhões de reais. Atualmente, o maior banco do país possui cerca de 15 porcento de suas ações em circulação no mercado e tem até 2009para elevar o "free float" para 25 por cento, conforme asregras do Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo. De acordo com fato relevante enviado pelo BB nestaquinta-feira à Comissão de Valores Mobiliários, a ofertasecundária em estudo pelo fundo de pensão de seus funcionáriose pelo BNDESPar será de no mínimo três por cento e no máximocinco por cento do capital do banco. Mesmo com o teto da oferta --que com base no valor defechamento dos papéis do banco na quarta-feira seria de 3,9bilhões de reais--, o BB ainda ficaria com "free float" abaixodos 25 por cento exigidos pelo Novo Mercado. As ações do BB caíam 2,69 por cento, para 30,35 reais,enquanto o principal indicador da bolsa paulista subia 1,06 porcento. O papel do BB deve ficar pressionado no curto prazo, já queos investidores tendem a vender ações antes de ofertas públicaspara comprá-las na operação a um preço inferior. SINAL VERDE PARA ESTRANGEIROS Os estrangeiros têm mostrado grande apetite nas ofertas deações brasileiras, e analistas acreditavam que o apertadolimite de participação externa em bancos nacionais era umobstáculo para uma operação envolvendo ações do BB. O Conselho Monetário Nacional (CMN) encaminhou recentementeao presidente Luiz Inácio Lula da Silva proposta de decreto queautoriza a estrangeiros a compra de ações ordinárias de bancosnacionais, desde que estejam listados no Novo Mercado. Há cerca de um ano, o BB fez uma oferta secundária de açõesde mais de 2 bilhões de reais. Os estrangeiros ficaram comcerca de metade dos papéis e, para que isso fosse possível, opresidente Lula assinou decreto na época autorizando aumento dapresença internacional no BB de 5,6 por cento para até 12,5 porcento do capital. Pelas novas regras sugeridas pelo CMN, qualquer banconacional listado no Novo Mercado e com valor de mercado acimade 2 bilhões de reais --caso do BB-- poderá ter até 25 porcento de seu capital nas mãos de estrangeiros.

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