Banco do Brasil e bancários divirão ônus pela greve

O plenário do Tribunal Superior do Trabalho (TST) ratificou, nesta quinta-feira, por unanimidade, o voto do relator do dissídio dos bancários do banco do Brasil, ministro Antônio Barros Levenhagen, dividindo entre o banco e seus empregados a responsabilidade pela greve de 30 dias da categoria, encerrada na semana passada. Assim, ficou determinado que o BB terá que pagar metade dos dias parados e que os bancários, deverão repor a outra metade, sendo que a forma de reposição deverá ser acertada entre as partes. Pela decisão do TST, o BB terá também que devolver os cinco dias de trabalho que já descontou no último pagamento, efetuado nesta quarta-feira. O TST concedeu um abono de R$ 1 mil, desvinculado do salário, a ser pago de uma única vez, para os funcionários do BB, e deu reajuste de 8,5%, incidente sobre o salário de agosto de 2004.O presidente do TST, ministro Vantuil Abdala, lembrou, ao proclamar a decisão, que o tribunal fez diversos esforços de conciliação entre BB e bancários, sem sucesso. Ponderou que uma decisão judicial, "por mais equilibrada que seja, nunca é capaz de satisfazer a todos", mas fez votos de que o entendimento entre o banco e seus empregados, tradicionalmente bom, volte a ser o que sempre foi. Ainda nesta quinta, o TST vai julgar o dissídio dos funcionários da Caixa Econômica Federal. O relator é o mesmo do dissídio dos bancários do BB, Antônio Barros Levenhagen, havendo, portanto, a possibilidade de a decisão ser semelhante à que acaba de ser tomada no julgamento anterior.

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