Banco do Brasil e Caixa reduzem juros após decisão do Copom

No BB, taxa para pessoas físicas cai de 2,39% para 2,35% ao mês; na Caixa, a mesma linha de crédito caiu 1 ponto porcentual

Agencia Estado

30 de novembro de 2011 | 21h21

Após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) cortar em 0,5 ponto porcentual a taxa básica de juros da economia, a Selic, para 11% ao ano, o Banco do Brasil anunciou hoje mais uma redução nas taxas de juros praticadas pela instituição em linhas de crédito para pessoas físicas e jurídicas. As novas taxas entram em vigor amanhã.

Em nota, a instituição informou que esta "é a quarta redução de taxas que o BB promove desde julho deste ano, acompanhando as três últimas reuniões do Copom e a Circular 3.563, divulgada no último dia 11, pelo Banco Central, e que alterou as medidas macroprudenciais". O banco também informou que "manterá as revisões dos juros em consonância com os ajustes decididos pelo Copom".

Para pessoas físicas, no BB Crédito Benefício, por exemplo, a taxa passa de 2,39% ao mês para 2,35% ao mês. No BB Crédito Automático, de 5,31% para 5,27% ao mês e no BB Crédito 13º Salário, de 4,51% para 4,47% ao mês.

Para pessoas jurídicas, a taxa praticada no BB Giro 13º Salário cai de 1,39% para 1,35% ao mês e no BB Giro APL, de 1,70% para 1,66% ao mês. No BB Giro Saúde, a taxa praticada foi reduzida de 1,70% para 1,66% ao mês e no BB Capital de Giro Mix Pasep, de 2,25%para 2,21% ao mês.

Caixa

Minutos após o Copom decidir reduzir a taxa Selic, a Caixa Econômica Federal também avisou sobre a redução e suas taxas para suas linhas de crédito para pessoa física e jurídica.

"O aumento do crédito e a redução de juros são importantes instrumentos para manutenção dos níveis de produção de emprego e renda, especialmente neste contexto de desacelaração da economia mundial", afirmou o vice-presidente de Finanças e Mercado de Capitais, Márcio Percival.

Para os consumidores, tomar empréstimo na Caixa fica 1 ponto porcentual mais barato, enquanto as empresas terão os custos reduzidos em até 0,6 ponto porcentual ao ano. A empresa, segundo comunicado divulgado há pouco, garante que a redução das taxas fortalece o papel da instituição na política oferecer as melhores taxas do mercado.

A linha de crédito para pessoa física fica mais barata em 0,5 ponto porcentual ao ano no uso do cheque especial. A nova taxa será de 1,38% ao mês. Os que tomam dinheiro emprestado para pagar cursos, como MBA e Pós-Graduação, a redução é de 1 ponto porcentual, adotando-se uma taxa mensal de 1,38%. O crédito Pessoal está reduzido em 0,5 ponto ao ano, mesma queda adotada para os empréstimos consignado. Essa mesma redução será praticada para as taxas de cartão de crédito, no caso de parcelamento da dívida do cartão, e produtos como CDC Sênior e CDC Salário.

As empresas também se beneficiam da queda dos juros para o uso de cheque especial (nova taxa mínima de 3,15% ao mês), a antecipação de Recebíveis Imobiliários (0,88% ao mês + TR); Financiamento de Capital de Giro (1,34% ao mês); e Financiamento para Investimentos em Máquinas e Equipamentos (1,13% ao mês).

De acordo com o vice-presidente de Finanças e Mercado de Capitais, Márcio Percival, "o aumento do crédito e a redução de juros são importantes instrumentos para manutenção dos níveis de produção de emprego e renda, especialmente neste contexto de desacelaração da economia mundial"

 

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