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Banco do Brasil eleva limites e amplia oferta de crédito no varejo

O Banco do Brasil está ampliando a oferta de crédito às pessoas físicas em 13 bilhões de reais, ao aumentar em 5,25 por cento, em média, os limites de empréstimos de 10 milhões de clientes.

REUTERS

25 de maio de 2009 | 17h27

O vice-presidente de Crédito, Controladoria e Risco Global do BB, Ricardo Flores, afirmou nesta segunda-feira que a instituição acelerou a divulgação da medida, mas negou pressão política.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva trocou o comando do BB no início do mês passado, em meio ao esforço do governo para que o banco estatal atue mais agressivamente na redução do spread bancário - a diferença entre o que um banco paga para captar recursos e a taxa que cobra do tomador final.

"Trata-se de uma decisão autônoma do banco, assentada em critérios técnicos dentro da boa prática bancária", assegurou o executivo em entrevista coletiva.

A instituição financeira manteve a previsão de expansão da carteira de crédito no varejo entre 23 por cento e 25 por cento em 2009. Segundo Flores, a medida anunciada nesta segunda ajudará o banco a atingir tal meta, fidelizando clientes e conquistando maior participação no mercado.

De acordo com o executivo, a oferta de até 13 bilhões de reais adicionais em crédito à pessoa física --dos quais 3 bilhões de reais devem ser tomados em até 12 meses-- foi possível devido à adoção de uma nova metodologia pelo BB, a qual considera o perfil de risco e a propensão de consumo dos clientes.

"A taxa de inadimplência está absolutamente sob controle", afirmou. "Todas as projeções e informações dadas ao mercado estão preservadas... São clientes que o risco está bem calculado, de maneira que a gente mantenha o nosso nível de exposição a risco nos patamares atuais."

Segundo o BB, o seu nível de inadimplência de 90 dias é de 5,9 por cento do total das operações de crédito no varejo, abaixo da média de 8,3 por cento do sistema financeiro nesse segmento.

Em março deste ano, a carteira de crédito de pessoas físicas do BB totalizava 61,1 bilhões de reais, com 30 milhões de clientes.

O banco também está reduzindo o juro cobrado em nove linhas de crédito para pessoas físicas, em média, em 6,19 por cento. Além de crédito automático e consignado, as linhas com menor juros são destinadas à compra de material de construção, de produtos da linha branca e automóveis.

Diferentemente da ampliação do limite de crédito, a redução das taxas de juros vale para toda a base de clientes da instituição.

(Reportagem de Fernando Exman)

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