Banco do Brasil explica financiamento a usineiros de álcool

O Banco do Brasil divulgou na noite desta segunda-feira, por meio de sua assessoria de imprensa, uma nota com esclarecimentos sobre matéria "BB dá perdão bilionário para usineiros", publicada na edição de domingo do jornal Folha de S.Paulo. A instituição diz que o processo de renegociação de créditos do Banco do Brasil foi desenvolvido há cerca de dez anos, é padronizado e todas as decisões são colegiadas e em diversos níveis hierárquicos. "Essa sistemática utiliza alternativas de solução que obedecem à boa prática bancária, à legislação e à jurisprudência vigentes", informa o banco. Abaixo, a íntegra da nota distribuída pelo Banco do Brasil:"Em relação à notícia "BB dá perdão bilionário para usineiros" publicada na edição desse domingo, 14, do Caderno Dinheiro da Folha de São Paulo, o Banco do Brasil tem a esclarecer que:a)Como instituição integrante do sistema financeiro, mantém processo ativo e contínuo de cobrança e recuperação dos seus créditos. Esse processo não é direcionado especificamente para um ou outro segmento;B) Ao contrário do que sugere a matéria, o BB não editou ou implementou, nos últimos quatro anos, quaisquer normas, instruções ou procedimentos relativos a renegociação de dívidas de "usineiros". As regras em uso, portanto, são aquelas aplicáveis a todos os devedores do Banco, independentemente do seu setor de atividade;c) O processo de renegociação de créditos do BB foi desenvolvido há cerca de dez anos, é padronizado e todas as decisões são colegiadas e em diversos níveis hierárquicos. Essa sistemática utiliza alternativas de solução que obedecem à boa prática bancária, à legislação e à jurisprudência vigentes;d) O Banco sempre tem como objetivo recuperar a totalidade dos seus créditos. Diante da impossibilidade de recebimento integral, mediante análise caso a caso e comprovada a existência de dívidas preferenciais que comprometam o patrimônio do devedor, o BB procura alternativas para a recuperação máxima possível e deixa de realizar novas operações de crédito com o cliente;e) Com base no princípio da diligência administrativa, é condição essencial para a realização do acordo que este represente valor superior àquele que seria obtido em maior prazo via manutenção da cobrança judicial. Tal requisito é formalmente observado em todos os casos de renegociação de dívidas concretizados pelo Banco;f) Carece de fundamento o comentário de que o Banco contrariaria a posição oficial do Governo Federal. O exemplo citado dizia respeito a medida que seria aplicada de forma regional e generalizada. As renegociações do Banco, ao contrário, são feitas individualmente e válidas para todos os devedores, independentemente de sua localização geográfica".

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