Fabio Motta/Agência Estado
Fabio Motta/Agência Estado

Banco do Brasil mexe na alta cúpula e faz rodízio em vice-presidentes

Mudanças fazem parte de uma estratégia de mais agressividade do Banco do Brasil

Aline Bronzati e Renata Batista, O Estado de S.Paulo

04 Julho 2018 | 04h00

O Banco do Brasil anunciou nesta terça-feira, 03, um “rodízio” em algumas de suas vice-presidências e também no comando do seu fundo de pensão, a Previ. As indicações ocorrem a um semestre para do fim da gestão atual, de Paulo Caffarelli, que pode ser substituída após as próximas eleições presidenciais.

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O Estadão/Broadcast apurou que as mudanças fazem parte de uma estratégia de mais agressividade do BB. Os indicados, cujos nomes ainda terão de ser ratificados pelo conselho de administração, vão concluir o mandato no triênio 2016/2019.

O atual presidente da Previ, Gueitiro Genso, deve voltar para o BB, do qual é funcionário há 33 anos, para tocar a vice-presidência de distribuição de varejo e de gestão de pessoas, no lugar de Walter Malieni. Este, por sua vez, será indicado para assumir a vice-presidência de negócios de atacado do banco.

O atual responsável pelo atacado, Antonio Maurano, deixa a alta cúpula do BB para assumir a presidência da holding de seguros do banco, a BB Seguridade, no lugar de José Maurício Coelho – este executivo passa a comandar a Previ.

Também houve mudança na presidência de serviços, infraestrutura e operações. Carlos Vasconcelos Araújo decidiu tocar um novo projeto e, em seu lugar, será promovido João Rabelo Júnior, que ocupava o cargo de diretor de governo do BB e com 34 anos de banco.

Vale. As mudanças na alta cúpula do BB não terão impacto na mineradora Vale. Segundo a Previ, Genso deixará a presidência da fundação, mas ficará na presidência do conselho de administração da mineradora. Seu mandato vai até 2019. No mercado de previdência complementar fechada, a expectativa é que a troca de comando da Previ não impacte no apoio do maior fundo de pensão do País aos pleitos como a abertura de espaço para captação de novos participantes. Genso defendia ainda a abertura dos fundos de pensão para captação de poupança previdenciária de familiares dos atuais participantes do sistema. O tema aguarda decisão do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) há mais de dois anos.

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