Banco do Brasil reduz em até 40% a taxa de administração de fundos de investimentos

Os bancos públicos lançaram ontem novas ofensivas de redução dos juros e das taxas cobradas em fundos de investimentos, dentro da estratégia do governo de forçar as instituições privadas a seguir o mesmo caminho.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, SÃO PAULO, EDUARDO CUCOLO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2012 | 03h08

O Banco do Brasil anunciou corte de até 40% nas taxas de administração de fundos e a redução da aplicação mínima em 18 produtos. Dois fundos de investimento (um de renda fixa e outro atrelado à taxa dos Certificados de Depósito Interbancário) tiveram aplicação inicial reduzida de R$ 50 mil para apenas R$ 1, com taxa de 1% ao ano. As taxas e valores valem a partir do dia 21.

Para ter direito a investir nos dois fundos com aplicação mínima de R$ 1, o cliente precisa aderir ao programa Bompratodos, lançado em 8 de abril, que baixou os juros em vários segmentos de crédito. O BB estima que mais de 150 mil pessoas já aderiram ao programa.

"Primeiro, o banco fez um movimento de reduzir juros no crédito, agora foi em relação aos fundos", disse Dan Antonio Marinho Conrado, vice-presidente de Varejo, Distribuição e Operações do BB, destacando que o banco também pode reduzir taxas em outros produtos aos clientes do Bompratodos.

Ao todo, nove fundos tiveram corte nas taxas. Em um deles, o BB Referenciado DI Social 50, a taxa caiu de 3,5% ao ano para 2,6%. Até um fundo multimercado, aplicação de maior risco, que investe em segmentos como bolsa, câmbio e ações, teve corte na taxa, de 2,5% para 1,5%.

Nas aplicações iniciais, 18 carteiras tiveram os valores reduzidos. No BB Multimercado Conservador LP Mil, o mínimo para aplicar caiu de R$ 1 mil para R$ 200. A redução ocorreu até mesmo em carteiras para clientes de alta renda. No BB Renda Fixa LP VIP Estilo, o valor inicial caiu de R$ 500 mil para R$ 200 mil.

Caixa. A Caixa Econômica Federal, que já havia reduzido tarifas e aplicação mínima de fundos, anunciou ontem a quarta rodada de redução de juros. Para pessoas físicas, o banco reduziu o juro máximo do financiamento de veículos (1,55% para 1,26% ao mês) e as taxas de penhor e do Construcard. Para empresas, caíram a taxa máxima do cheque especial (7,95% para 4,27% ao mês) e o juro para antecipação de recebíveis de cartões de crédito (1,36% para 1% ao mês).

A Caixa registrou aumento de 39% na concessão de empréstimos nas linhas em que reduziu os juros desde o início do mês passado e espera um crescimento ainda maior neste mês. "No início, o cliente procurava muita informação. Agora em maio, o que temos é muito negócio", disse o vice-presidente de Pessoa Física do banco, Fábio Lenza.

Até agora, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander anunciaram apenas um corte de juros cada. Os presidentes de Bradesco e Itaú afirmaram ao Estado que devem fazer novas reduções.

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