Banco do Brasil reduz taxa de juros para pequenas empresas

O Banco do Brasil (BB) reduziu a taxa de juros cobrada na linha de crédito de capital de giro destinada a empresas com faturamento bruto anual de até R$ 5 milhões, a BB Giro Rápido, de 2,8% para 2,74% ao mês. De acordo com Edson Monteiro, vice-presidente de Varejo e Distribuição da instituição, a redução só foi possível por conta da trajetória declinante da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) - atualmente, em 9,75% ao ano. "Como 70% dos recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que tem o custo indexado a TJLP, foi possível promover essa redução", diz. Os outros 30% que complementam o fundo da linha são provenientes de recursos próprios do banco.Monteiro afirmou que a decisão foi tomada também por conta da chegada do fim do ano e das previsões de fortes vendas no varejo. "Esperamos atender os comerciantes que ainda pretendem renovar os estoques até o fim de 2004", disse. O ajuste da taxa, no entanto, não deve ser ampliado para outras linhas do banco.A linha BB Giro Rápido atingiu, em outubro, um volume de crédito disponibilizado no valor de R$ 7,7 bilhões, uma alta de 26,1% em relação a 2003. Nos dez primeiros meses do ano, a linha atendeu mais de 637 mil empresas, sendo 103 mil novos contratos firmados em 2004, o que representa uma expansão de 19% sobre o mesmo período do ano passado.SelicSegundo Monteiro, a sinalização dada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), na sua última ata, de que deve continuar a política de aperto monetário até o fim do ano, ainda não mexeu nas projeções de taxa para empréstimo do banco. "Por enquanto, não trabalhamos com um aumento das taxas, mas isso será reavaliado de acordo com os próximos movimentos do Copom".Após a última alta promovida pelo Copom, em outubro - de 16,2% para 16,75% ao ano -, o Banco do Brasil foi o primeiro banco a reafirmar suas taxas para empréstimos. "O dinheiro está mais caro, portanto, caso haja novas altas, teremos que estudar o posicionamento do mercado e fazer contas para ver se é possível manter as taxas", afirmou.

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