Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Banco do Brics desembolsa US$ 1 bi para reforçar ação contra covid-19 no Brasil

Empréstimo faz parte de um programa de US$ 10 bilhões da instituição, que será fatiado igualmente entre os países fundadores

Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2021 | 16h18

BRASÍLIA - O governo federal - mais precisamente o Ministério da Cidadania - receberá um reforço de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 5,4 bilhões, para auxiliar no combate à pandemia de coronavírus no País. O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês) informou nesta terça-feira, 9, que, após a aprovação do valor em julho do ano passado, ele agora estará a caminho do Brasil para ajudar nas ações contra a covid-19 e seus impactos. O NDB é mais conhecido como Banco do Brics, uma instituição criada pelo grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Os recursos fazem parte de um programa do NDB de US$ 10 bilhões, fatiado igualmente entre os países fundadores. Dessa forma, US$ 2 bilhões cabem ao Brasil, dos quais, a metade será destinada agora. O restante também já foi aprovado e contratado e vai passar pelo processo de desembolso, numa fase que tramita pelo Congresso

Em entrevista concedida ao Estadão/Broadcast em dezembro, o presidente do Banco, o brasileiro Marcos Troyjo, salientou que o País deixou de ser o “lanterna” de tomada de empréstimos da instituição. Na ocasião, ele também informou que o NDB criará este ano um departamento voltado para ESG, sigla em inglês para padrões ambientais, sociais e de governança, que têm direcionado os destinos dos investimentos em todo o mundo.

O dinheiro que o Brasil receberá primeiro é voltado para a área social e poderá ser aplicado pelo Ministério da Cidadania por meio de investimento em vários setores de infraestrutura, como em projetos de energia renovável, rodovias, ferrovias e água e saneamento, por exemplo. O comando da pasta trocará de mãos em breve já que o atual ministro, Onyx Lorenzoni, voltará para o Palácio do Planalto, conforme já informou o presidente Jair Bolsonaro. A segunda metade terá como destino projetos de recuperação econômica.

O empréstimo ao governo brasileiro poderá ser pago em 30 anos, com cinco anos de carência e terá juros compostos pela taxa interbancária Libor, mais 1,25% ao ano. O NDB ainda usa a Libor, que está em vias de ser erradicada até o fim do ano. O financiamento é visto como uma ferramenta importante para o governo assegurar uma resposta de combate à pandemia e permitir que investimentos prioritários sejam efetuados.

Além dos recursos do Banco do Brics, o governo já contratou crédito para o combate à covid-19 com outros organismos multilaterais, como Banco Mundial e BID, que somam US$ 4 bilhões. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.