Banco do Japão melhora avaliação sobre economia do país

O Banco do Japão melhorou a sua avaliação sobre o estado da economia do país, uma das maiores do mundo, pelo terceiro mês consecutivo, ao mesmo tempo em que seu conselho optou por não mexer na política monetária diante das expectativas de que a deflação continuará no país. Em seu relatório sobre a situação econômica referente a novembro, o BOJ avaliou, pela primeira vez desde fevereiro de 2001, que a economia está em recuperação. Nos meses anteriores, a instituição havia apenas delineado que a recuperação era provável. "A economia japonesa está começando a se recuperar, gradualmente", ponderou o relatório referente a novembro. No mês passado, o BOJ tinha ressaltado que as fundações para a recuperação da economia estavam prontas. Mesmo tomando como base a percepção de melhora das condições econômicas, o conselho do BOJ optou por manter sua meta de liquidez no mercado entre 27 trilhões de ienes e 32 trilhões de ienes. Entre os argumentos usados para defender a manutenção da política, o BOJ citou as instabilidades no mercado acionário. "Se houver algum risco de instabilidade para o mercado financeiro, com um aumento da demanda por liquidez, o banco estará pronto para promover uma liquidez acima dessa meta", comentou o BOJ.O presidente do BOJ, Toshihiko Fukui, afirmou que a retomada econômica está ocorrendo em linha com o previsto pelo relatório semestral do BOJ divulgado em outubro. "A clara mudança na economia japonesa desde o encontro anterior do BOJ foi que o aumento da produção se tornou evidente e sinais positivos cíclicos estão surgindo", ponderou. Preocupação com terrorismo Entre as incertezas para a economia do Japão, o BOJ citou que a escalada das tensões geopolíticas e o impacto potencial na economia global são preocupações compartilhadas pelos bancos centrais de todo o mundo. "O recente ressurgimento dos ataques terroristas é um fator de incerteza para o mercado financeiro e é difícil prever quando essa nova onda terminará", disse o presidente do BOJ, Toshihiko Fukui. "No momento, temos de acompanhar os movimentos do mercado para mensurar a extensão do efeito negativo do terrorismo", ressaltou.No início da semana, um suposto líder da rede terrorista Al-Qaeda, Abu Mohammed al-Ablaj, alertou que Tóquio poderia ser um alvo do grupo, se enviasse tropas ao Iraque. A ameaça fez a Bolsa de Tóquio cair 3,7% e levou o governo a reavaliar seus planos de envio de soldados para apoiar a força liderada pelos EUA no Iraque. As informações são da Dow Jones. Em pronunciamento hoje, o primeiro-ministro JunichiroKoizumi pediu que as nações não se rendam ao terrorismo.

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