Banco do Sul divide governos

Em meio a discursos exaltando a integração regional e a liberação dos organismos internacionais, seis presidentes assinaram ontem a ata de criação do Banco del Sur (Banco do Sul). A nova entidade financeira, que ainda não definiu como será formado seu capital nem como será o voto de cada país integrante, ambiciona ser uma versão local do Banco Mundial ou um BNDES, destinado ao financiamento de grandes obras, como gasodutos e estradas. Néstor Kirchner, em seu último ato oficial como presidente da Argentina - acompanhado da esposa, Cristina Kirchner, que toma posse hoje - comandou a cerimônia, na Casa Rosada. O banco é integrado por Argentina, Brasil, Bolívia, Equador, Paraguai, Venezuela e Uruguai. O uruguaio Tabaré Vázquez não participou do evento por causa da péssima relação com Kirchner - a instalação de uma fábrica de celulose na fronteira dos dois países é motivo de briga entre eles.Os países divergem sobra a utilidade do banco. Enquanto o venezuelano Hugo Chávez e o equatoriano Rafael Correa o encaram como uma ferramenta para a ?liberação? do Fundo Monetário Internacional (FMI), outros, como Luiz Inácio Lula da Silva, tentam enquadrar a entidade no contexto de um banco de desenvolvimento, como o BNDES. O capital da entidade financeira por enquanto é um mistério. Segundo ministro da Fazenda, Guido Mantega, a previsão é que em 60 dias os países sócios definam o capital inicial e o porcentual de recursos que cada um colocará no banco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.