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Banco do Sul fica para depois

Sócios não têm US$ 7 bilhões para fazer aporte inicial

Denise Chrispim Marin, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

17 de agosto de 2009 | 00h00

A criação do Banco do Sul foi congelada por falta de capacidade de seus sete sócios de aportar o capital inicial, de US$ 7 bilhões. Mesmo com a conclusão das negociações do estatuto da nova instituição, no primeiro semestre, sua formalização foi providencialmente excluída da agenda da 3ª Reunião de Cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul) que se deu em Quito, na última segunda-feira. O Banco do Sul tornou-se apenas uma menção adicional entre os novos e controvertidos objetivos propostos pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para a montagem de uma arquitetura financeira na América do Sul. Não há expectativa de quando o projeto será assinado pelos chefes de Estado e posto em marcha. Entre as novas sugestões de Chávez estão a "construção de um fundo de reserva comum", que seria alimentado por parcelas das reservas internacionais de cada país, e a adoção de um sistema de compensação monetária, tendo como exemplo a experiência da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) de criar uma moeda comum, o Sucre. Ambos os objetivos se chocaram com os propósitos do Ministério da Fazenda e das equipes econômicas de outros países. Mas acabaram diplomaticamente acomodados no tópico 24 da Declaração de Quito. O texto assinado pelos chefes de Estado instrui os ministros da Fazenda a acolher as conclusões do Grupo de Trabalho de Integração Financeira, que vai discutir as sugestões venezuelanas ao longo deste semestre. Também ressalta o "caráter flexível e voluntário da participação dos países da Unasul" nas iniciativas financeiras que venham a ser concretizadas. O empenho do Brasil, se depender exclusivamente da Fazenda, será quase nulo. Para a equipe econômica, melhores apostas estariam na ampliação dos acordos bilaterais para a adoção do Sistema de Comércio em Moeda Local (SML) - o ponto de partida para a criação de uma futura moeda comum para a região, centrada no Real - e na discussão com os vizinhos sobre uma normatização comum para os mercados de capitais. O governo brasileiro resistiu inicialmente ao Banco do Sul, mas acabou negociando a criação dessa instituição proposta por Chávez.

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