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Banco do Sul pode operar já em 2008

Ata de fundação será assinada pelos presidentes de 7 países, incluindo o Brasil, no dia 3 de novembro

Nilson Brandão Junior, O Estadao de S.Paulo

09 de outubro de 2007 | 00h00

Os ministros da Fazenda do Brasil, Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela preparam a ata de fundação do Banco do Sul, que deverá ser assinada, no dia 3 de novembro, pelos presidentes desses países, em Caracas. O objetivo do banco, que poderá começar a operar no ano que vem, será financiar projetos de integração e desenvolvimento econômico na América do Sul.A proposta de ata foi assinada ontem à tarde, no Rio, depois de um consenso dos países sobre o projeto. Divergências vinham marcando as discussões sobre a criação da instituição, uma bandeira do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, desde o início das reuniões para tratar do projeto. Fontes que acompanham o assunto contam que a reunião de ontem foi muito mais tranqüila do que o encontro, em Quito, no Equador, para tratar do assunto.Naquela ocasião, Equador, Bolívia e Argentina tentaram aprovar rapidamente uma proposta, com a qual o Brasil não concordava. Alguns dos pontos defendidos pelos três países eram a utilização de reservas dos países como forma de capitalização da instituição, permitir que apenas os sócios de primeira hora fossem os fundadores da instituição e a formatação de um banco que tenderia um pouco mais para uma espécie de assistencialismo do que para o desenvolvimento.''''O Brasil sempre trabalhou em prol desse projeto, é evidente que procuramos nos engajar nesse projeto. O Brasil tem menos interesse do que outros países porque temos mais crédito, mas temos todo o interesse em trabalhar na integração desses países, vai beneficiar nossos parceiros comerciais e políticos. Não há nenhuma mudança, mas um amadurecimento do projeto'''', afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.Ficou definido que o Banco do Sul ficará baseado em Caracas e funcionará como uma instituição multilateral de financiamento para os países e empresas da região. Financiará o desenvolvimento e integração regional. Em princípio, atenderá apenas os países que compuserem o banco. Ainda não foi definida a estrutura de capital da instituição, mas não está descartada a possibilidade de o Brasil aplicar mais recursos do que os demais.''''Isso não está decidido. O Brasil não será um dos países que vai colocar menos, deve colocar mais'''', comentou Mantega. Outra possibilidade é a de países de menor porte poderem integralizar num prazo mais longo seus aportes. A instituição fará análise de risco para saber se os projetos são viáveis e seguros.Segundo Mantega, os países terão o mesmo poder de voto no conselho de administração, formado pelos ministros de cada país. Mas indicou que o volume de recursos no capital da instituição ''''vai pesar'''' na composição da diretoria, a que quem cabe analisar os projetos.

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