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Banco dos EUA não fez a conta direito, diz Mantega

O ministro do Planejamento, Guido Mantega, rebateu hoje a análise do banco norte-americano JP Morgan de que o governo estaria afrouxando a política fiscal ao atender a reivindacação dos servidores federais. "Os analistas estão dizendo que estamos descambando para a irresponsabilidade fiscal e não é nada disso", afirmou. Segundo ele, está garantido o dinheiro para o aumento dos funcionários públicos, o reajuste dos aposentados e o novo salário mínimo. "Todos os compromissos estão sendo feitos com base no excesso de arrecadação e no Orçamento", disse. "Vamos fazer o superávit primário de 4,25%".Segundo ele, o aumento para os aposentados deverá ser financiado com cerca de R$ 500 milhões do excesso de arrecadação. Já os aumentos para os servidores estão na conta dos R$ 84 bilhões, destinados ao custeio dos salários. E o salário mínimo terá um aumento com base em R$ 3,8 bilhões já presentes no Orçamento.O ministro disse que o aumento acima da inflação será calculado a partir do excesso de receita ou pela corte de despesas. "O aumento do salário mínimo não será dado em detrimento dos investimentos, porque é preciso fazer a economia crescer e gerar empregos", afirmou. Para ele, o JP Morgan "não fez a conta direito". "Até agora, os nossos fundamentos estão solidíssimos e não estamos gastando nenhum tostão além do que já temos", disse.Mantega disse ainda que o déficit das estatais registrado este ano é normal no primeiro semestre. Segundo ele, o Ministério do Planejamento força as estatais a cumprir esse cronograma sob pena de não aprovar as contas. "Isso é regular", disse.

Agencia Estado,

15 de abril de 2004 | 15h53

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