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Banco eleva recomendação dos títulos do Brasil

A Merrill Lynch elevou a recomendação para os títulos da dívida do Brasil, da Venezuela e do Uruguai de marketweight (peso na média) para overweight (peso acima da média). Segundo o diretor de pesquisa e estratégia para mercados emergentes do banco de investimentos, Tulio Vera, a atual correção nos preços dos títulos de dívida de países emergentes tem sido exagerada. "Essa correção não altera o nossa estratégia-base: permanecer underweight (peso abaixo da média) em cash. Por enquanto, vemos o comportamento do mercado como uma história de liquidez e menos baseado em fundamentos. É muito cedo ainda para ficar negativo em relação ao mercado e assim aproveitamos essa oportunidade para elevar as recomendações do Brasil, Venezuela e Uruguai para overweight para melhor captar a próxima rodada de alta desse mercado", explicou Vera. Rebaixados: Rússia e Colômbia Ao mesmo tempo, a Merrill Lynch decidiu rebaixar as recomendações dos títulos da Rússia e da Colômbia de overweight para "marketweight" (peso na média). Tal mudança na carteira, contudo, não reflete uma alteração no cenário mais otimista da Merrill Lynch para os títulos da dívida de países emergentes. Segundo o diretor de pesquisa e estratégia para mercados emergentes da Merrill Lynch, Tulio Vera, no curtíssimo prazo, o mercado poderá ver um pouco mais de correção nos preços antes de estabilizar-se. "Mas estamos confiantes de que, dada as condições de ampla liquidez, os compradores deverão reaparecer brevemente", afirmou Vera.O diretor vê o momento atual como uma oportunidade para ajustar a carteira recomendada para melhor refletir uma nova rodada de valorização dos títulos. Assim, elevou a exposição ao Brasil, Uruguai e Venezuela, financiando com uma redução no peso overweight da Rússia e da Colômbia. "O mercado de dívida de emergentes está num estágio maduro do ciclo em que surgiram certos sinais de alertas que nos deixaram mais cautelosos. Estamos monitorando de perto um número de variáveis críticas, todas as quais estão nos dizendo que ainda é muito cedo para ficarmos negativos em relação ao mercado", afirmou Vera.

Agencia Estado,

19 de maio de 2003 | 11h12

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