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Banco estatal reduz reserva para calote

Bancos estatais nunca tiveram reserva contra calotes tão baixa. Dados do Banco Central mostram que para cada R$ 100 emprestados por instituições públicas há R$ 4,20 reservados para o caso de inadimplência. Privados são mais precavidos: bancos nacionais têm provisão de R$ 7,30 e estrangeiros reservaram R$ 6,10 para o mesmo volume de crédito. A provisão dos estatais - equivalente a 4,2% dos empréstimos - é a mais baixa desde o início da série histórica em março de 2000. Entre os estatais, é especialmente o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que puxa a média para baixo.

FERNANDO NAKAGAWA, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2012 | 03h11

Independentemente da inadimplência recorde entre as pessoas físicas, como consequência da expansão do crédito, instituições públicas têm adotado uma estratégia menos conservadora quando o assunto é formar um seguro contra os calotes. Nos últimos 12 meses, o volume de empréstimos concedido por esses bancos aumentou 26,4%. No mesmo período, a provisão para créditos de liquidação duvidosa aumentou menos: 17%.

No setor privado - que não opera linhas subsidiadas como os estatais -, a provisão cresce mais que o crédito nos últimos meses. Nos bancos privados nacionais, por exemplo, o volume reservado contra as perdas por calote aumentou 22,2% em 12 meses, bem mais que o aumento de 10,7% do volume de financiamentos. Nos estrangeiros, provisões avançaram 25,2% e o crédito teve expansão de 16,8%.

Com a diferença de ritmo entre a expansão do crédito e das provisões, o cobertor dos bancos públicos para se proteger do calote hoje é menor. Há um ano, estatais tinham R$ 4,50 para cada R$ 100 emprestados. Ou seja, provisão de 4,5%. Hoje, o índice está em 4,2%, o menor da história.

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