Banco finaliza modelo de subsidiária em Londres

O BNDES termina em setembro o desenho do modelo operacional da subsidiária que abriu em Londres em 2009. Até agora funcionando como escritório de representação, a BNDES Limited vai captar recursos no mercado internacional e oferecer apoio financeiro a empresas brasileiras interessadas em se internacionalizar diretamente no exterior.

Alexandre Rodrigues, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2011 | 00h00

Com capital autorizado de até £ 100 milhões, embora o aporte real até agora tenha sido simbólico (cerca de £ 1 milhão), a BNDES Limited também poderá gerar ativos de renda fixa e variável para aumentar o seu patrimônio. "Ainda estamos formatando o modelo final da subsidiária. O trabalho foi contratado há um ano e será entregue em setembro com o mapeamento completo do tipo de modelo operacional", disse ao Estado o superintendente da área internacional do BNDES, Sérgio Foldes.

O banco contratou a consultoria PwC para a modelagem. A ideia é que empresas brasileiras possam contar com a instituição, em Londres, para investimentos em plantas industriais, financiamento de exportações (Exim) ou aquisições de ações pelo BNDES em operações de private equity nos moldes das realizadas atualmente no Brasil pela BNDESPar.

Atuação. "A ideia é realmente ser mais ativo e com portfólio mais diversificado. Não é para ter uma captação e uma aplicação só. Queremos ter condições de apoiar um número grande de empresas", diz Foldes. Os estudos também apontarão regiões do mundo onde o banco deverá abrir novas subsidiárias ou filiais. Atualmente, além de Londres, o BNDES só tem um escritório de representação em Montevidéu. Segundo Foldes, o primeiro passo dessa estratégia deverá ser uma unidade na Ásia.

Na prática, o que o BNDES quer é oferecer a multinacionais brasileiras como Brakem, JBS e Marfrig, acesso a seus recursos diretamente no exterior para aquisições lá fora, o que traria vantagens fiscais e operacionais para as empresas.

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