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Inter/Divulgação
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Ações do Banco Inter fecham em queda após aprovação de operação de R$ 5,5 bilhões

Banco digital quer utilizar os recursos da oferta de ações para fortalecer seu plano de negócios; aquisições podem estar no radar

Beth Moreira e André Jankavski, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2021 | 10h42

O conselho de administração do Banco Inter aprovou a realização de uma oferta primária de ações que poderá movimentar R$ 5,5 bilhões, segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta terça-feira, 15.

O Inter pretende utilizar os recursos da oferta para fortalecer a implementação de seu plano de negócios e acelerar iniciativas estratégicas, com o lançamento de novos produtos via crescimento orgânico e também por meio de potenciais aquisições.

A operação será coordenada pelo Bradesco BBI (coordenador líder), pelo BTG Pactual, pelo Bank of America, pelo Itaú BBA, pelo JPMorgan e pelo UBS Brasil. Também serão feitos esforços de colocação das units e das ações no exterior. 

Cada unit é formada por 1 ação ordinária e 2 ações preferenciais de emissão do Inter. O preço por unit foi fixado no valor de R$ 57,84, e o valor por ação foi fixado no valor de R$ 19,28. A divulgação do volume final da oferta está prevista para 24 de junho.

De acordo com Henrique Esteter, analista da corretora Guide Investimentos, é normal que o banco vá buscar um aumento de capital após a valorização expressiva que teve em 2021, de mais de 90%. "Como o Inter tem um modelo de negócio que não gera tanto caixa para investimentos, é importante se capitalizar em um momento em que não há tantos ruídos, como deve acontecer no fim do ano com a aproximação da eleição." 

Mas, por causa do anúncio da operação, as units do Banco Inter fecharam em queda de 2,73%, a R$ 62,35. Segundo Virgílio Lage, especialista da Valor Investimentos, trata-se de um movimento normal em que os investidores de curto prazo decidiram aproveitar a operação para realizar alguns lucros.

"Para o curto prazo, o mercado está com um pouco de autela, mas de olho em um prazo mais longo a perspectiva continua boa para o Inter, que deve usar esse dinheiro para fortalecer o seu braço de tecnologia", diz Lage. 

Possíveis investidores

De acordo com o documento, o follow-on (oferta subsequente de ações) tem a StoneCo como investidor âncora, com o compromisso de subscrever ações ordinárias e/ou units correspondentes à participação acionária de até 4,99% do capital social total do Inter, limitado a um valor do investimento de R$ 2,5 bilhões.

O aporte da Stone pode ajudar o Inter a aprofundar a relação maior com a empresa de meios de pagamento e ser mais forte no segmento de pessoas jurídicas, segundo Carlos Daltozo, head de renda variável da casa de análises Eleven Financial.

Segundo ele, a aproximação entre as empresas pode fazer com que o Inter possa acessar todos os clientes e varejistas atendidos pela Stone e oferecer serviços como crédito e antecipação de recebíveis. 

"Também abre a possibilidade desses varejistas atendidos pela Stone circularem no marketplace criado pelo Banco Inter. Acredito que é uma relação de ganha-ganha entra as duas companhas", diz Daltozo.

Também segundo o Inter, o grupo japonês Softbank, investidor estratégico do Inter desde 2019, manifestou intenção de que poderá exercer seu direito de prioridade e, eventualmente, realizar um investimento adicional no Inter no âmbito da oferta.

 

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