Banco mexicano aposta no microcrédito no Nordeste

"O Brasil vai ser mais importante que o México para o Banco Azteca." A afirmação foi feita na noite de ontem pelo presidente do Grupo Salinas, Ricardo Salinas, durante festa para comemorar a chegada do banco ao Brasil. O investimento inicial do grupo no País é de US$ 40 milhões. Salinas frisou, porém, que "este é um projeto de 10, 20 anos". No México, o grupo tem 1,5 mil unidades e 40 mil funcionários.A sede do Banco Azteca será no sítio histórico de Olinda (PE) - o grupo procura um casarão antigo, onde instalará também um centro cultural. E nos próximos 15 dias vai inaugurar uma agência Banco Azteca/loja Elektra no bairro popular de Peixinhos, também em Olinda. A expectativa de Ricardo Salinas é a de abrir de 40 a 50 agências do Azteca - com 20 empregados em cada uma - em outros Estados, além de Pernambuco, mas sempre no Nordeste. Todos os empregados terão comissão sobre os resultados.Salinas observa que há escassez de crédito para os pobres, assim como dificuldade para abrir poupança. No banco do grupo, os empréstimos são a custo zero e com R$ 5 qualquer pessoa pode abrir sua caderneta de poupança. Outra inovação do banco é a identificação do cliente pelo sistema digital. Todos terão a identidade reconhecida pela digital do polegar. "É à prova de fraude e de exclusão social", disse o presidente do grupo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.