Banco Mundial alerta para risco de superaquecimento na AL

'As pressões inflacionárias no mundo estão nas nações emergentes', diz economista-chefe da instituição

Reuters,

21 de abril de 2010 | 17h46

Algumas economias latino-americanas correm risco de superaquecimento, alertou o Banco Mundial nesta quarta-feira, antevendo um crescimento para a região como um todo de 4%.

 

A previsão do banco, que controla uma variedade de auxílios e programas de desenvolvimento na América Latina e Caribe, está em linha com a estimativa para este ano e 2011 apresentadas pelo FMI também nesta quarta-feira.

 

O relatório do banco destacou os riscos no Brasil, que se recuperou de forma rápida da crise ajudado por custos trabalhistas menores, incentivos fiscais industriais e entrada de investidores estrangeiros.

 

"As pressões inflacionárias no mundo estão nas nações emergentes", disse Augusto de la Torre, economista-chefe para a região, a jornalistas antes do encontro do Banco Mundial e do FMI esta semana em Washington.

"Uns poucos países da região podem começar a enfrentar riscos de superaquecimento econômico, com expectativa de aumento nas pressões inflacionárias nos próximos meses", afirmou o relatório do banco.

A previsão da instituição é de que o Brasil cresça 5,5% no ano.

 

Um dos desafios para a região é como lidar com mais entrada de capital à medida que bancos centrais começam a apertar a política monetária. No ano passado o Brasil precisou elevar os impostos sobre investimentos estrangeiros em ações e renda fixa para conter um rali em sua moeda local.

 

"Exatamente por conta do ritmo mais rápido de recuperação econômica... que os países na América do Sul podem precisar elevar os juros antes dos países ricos, é por isso que teremos um aumento na entrada de capital na região".

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