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Banco Mundial corta projeções e oferece mais ajuda

O Banco Mundial cortou nesta terça-feira suas estimativas de crescimento econômico de 2009 para países em desenvolvimento e ofereceu uma nova estrutura de financiamento de mais de 100 bilhões de dólares para os próximos três anos, com o objetivo de ajudar estes países a lidar com a crise global de crédito. De acordo com os dados revisados da instituição, as economias emergentes vão crescer 4,5 por cento no próximo ano, abaixo dos 6,4 por cento estimados pelo banco em junho, por conta de uma combinação de crise financeira, desaceleração das exportações e preços de commodities mais fracos. Para as economias avançadas, a instituição projeta uma contração de 0,1 por cento no próximo ano, uma forte mudança em relação à estimativa anterior, que apontava para uma expansão de 2 por cento. Para a economia global, a estimativa do banco é de um crescimento de apenas 1 por cento em 2009, ante 3 por cento projetado anteriormente. "Alguns países em desenvolvimento serão mais atingidos do que a média --experimentando um crescimento negativo em termos per capita ou mesmo em termos absolutos", alertou o banco. O presidente da instituição, Robert Zoellick, afirmou que o banco é capaz de ajudar as economias emergentes com novos empréstimos de até 100 bilhões de dólares nos próximos três anos e pode oferecer até 42 bilhões de dólares para nações pobres atingidas pela crise. Além disso, ele afirmou que o concessor de empréstimo para o setor privado do banco, o International Finance Corp (IFC), pode injetar mais de 30 bilhões de dólares nos próximos três anos para empresas que operam nas economias emergentes. "A crise financeira global, que vem logo após a crise dos alimentos e dos combustíveis, deve atingir os pobres dos países em desenvolvimento", afirmou Zoellick antes do encontro deste final de semana com os líderes do G20. "Trabalhando com o FMI, agências da ONU, bancos regionais de desenvolvimento e outros, o Banco Mundial está ajudando tanto os governos, quanto o setor privado com empréstimos, ativos de investimentos, e ferramentas inovadoras e programas de segurança", acrescentou. (Reportagem de Lesley Wroughton)

REUTERS

11 de novembro de 2008 | 14h52

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