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Banco Mundial critica falta de ação na reunião da OMC

O Banco Mundial (Bird) revelou nesta quinta-feira a estimativa de que, nos três primeiros dias da reunião de cúpula da Organização Mundial do Comércio (OMC), em que os ministros não chegaram a nenhum avanço, os países ricos transferiram mais de US$ 2 bilhões para os seus produtores rurais na forma de subsídios. No mesmo período, 300 milhões de pobres na África receberam, juntos, uma renda inferior a US$ 1 bilhão.A estimativa serviria para lembrar os negociadores que "tem havido muita conversa sobre desenvolvimento e pouca ação", segundo Danny Leipziger, vice-presidente para Redução da Pobreza e Administração Econômica do Banco Mundial. "As grandes economias do mundo desenvolvido estão mantendo afastados da mesa os grandes temas e, enquanto isso acontecer, os pobres vão sofrer", disse.Dentro das salas de negociação, os ministros que representam os 150 países-membros da OMC (Tonga entrou para a instituição nesta quinta-feira) continuaram com a troca de acusações sobre quem está emperrando o avanço das discussões sobre o conteúdo da declaração ministerial desse encontro. "Não poderia haver menos negociação", comentou o comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson.O ministro da Agricultura do Brasil, Roberto Rodrigues, também destacou que continuam travadas as negociações agrícolas na 6ª Conferência Ministerial da OMC. Em entrevista por telefone a jornalistas brasileiros, ele disse que não houve acordo entre os países para fixar a data "fatal" para o fim dos estímulos às exportações durante reunião do grupo consultivo do diretor-geral da OMC, Pascal Lamy."União Européia e Suíça não concordaram em fixar uma data enquanto não houver definição nos temas subjacentes, que são ajuda alimentar, subsídio ao crédito agrícola e compras governamentais", relatou o ministro.Impasses O representante de Comércio dos Estados Unidos, Robert Portman, reclamou das negociaçõesDe fato, o subsídio à exportação é um dos pontos mais polêmicos. No ano passado, já havia sido concordado que esse tipo de subsídio seria eliminado, faltava apenas definir o prazo. Estados Unidos e o G20, grupo coordenado por Brasil e Índia, defendem 2010. "Nem em uma questão tão simples como essa se avançou", disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Mandelson disse que está disposto a eliminar os subsídios à exportação dentro do bloco europeu, desde que os demais países acabem com todas os seus programas de exportação, particularmente os Estados Unidos, que dão ajuda alimentar para países pobres comprando de seus próprios produtores.A União Européia quer que os Estados Unidos façam essa assistência aos países pobres apenas sob forma financeira e não com os próprios alimentos. "A negociação tem sido assim: 100% dinheiro ou nada", reclamou o representante de Comércio dos Estados Unidos, Robert Portman.

Agencia Estado,

15 de dezembro de 2005 | 16h06

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