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Banco Mundial: G-20 adotou novas restrições comerciais

Apesar de, em novembro do ano passado, os países do G-20 (Grupo dos 20, que reúne grandes economias industrializadas e emergentes) terem assumido o compromisso de evitar a adoção de medidas protecionistas, 17 países do grupo implementaram novas restrições comerciais desde então, afirmou o Banco Mundial em um relatório.

GUSTAVO NICOLETTA, Agencia Estado

17 de março de 2009 | 20h21

"Com a economia mundial à beira de uma grave recessão, as pressões políticas exigindo proteção da competição promovida pelas importações a fim de preservar os empregos surgiram com maior intensidade em todo o mundo", disseram Richard Newfarmer e Elisa Gamberoni, autores do relatório.

Ao todo, foram introduzidas 47 restrições comerciais desde outubro, ainda que resultando em efeitos marginais sobre o comércio. Os países desenvolvidos criaram 12 medidas, todas baseadas no aumento de subsídios, enquanto os países em desenvolvimento aplicaram 35 medidas, sendo aproximadamente metade delas relacionadas a tarifas.

"A indústria está imersa em excesso de capacidade, e os subsídios atrasam o ajuste e impedem a saída" desta capacidade, afirmou o relatório. "Pior, os subsídios podem estar vinculados a condições" que forcem as empresas a preservar a mão de obra doméstica, "mesmo que isso signifique o desaparecimento de uma unidade mais eficiente nos países em desenvolvimento."

Os subsídios para impulsionar o setor automotivo somam US$ 48 bilhões - US$ 43 bilhões apenas em países desenvolvidos e, destes, US$ 17,4 bilhões nos EUA.

O Banco Mundial estima que neste ano a economia mundial sofrerá contração - algo que não ocorria desde o final da Segunda Guerra Mundial - e que o comércio mundial pode registrar o maior declínio em 80 anos.

No fim de semana, os ministros de finanças do G-20 reiteraram durante uma reunião o compromisso de evitar medidas protecionistas. Apesar disso, o Banco Mundial exortou o G-20 a tomar atitudes que fortaleçam o "frágil consenso" a respeito do comércio, entre elas a aceleração das negociações da Rodada Doha de negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC) e a implementação de relatórios trimestrais sobre restrições ao comércio. "O custo da inércia em relação à agenda de Doha está crescendo", acrescentou. As informações são da Dow Jones.

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