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Banco Mundial pode ser parceiro de eventual banco dos Brics

Países que fazem parte dos Brics estudam a criação de um banco de desenvolvimento que seria alternativa ao Banco Mundial, dominado pelos EUA

Renan Carreira, da Agência Estado,

30 de março de 2012 | 11h15

O Banco Mundial está interessado em ser parceiro do banco de desenvolvimento proposto pelas maiores cinco economias emergentes, disse nesta sexta-feira o presidente do órgão, Robert Zoellick. No entanto, ele citou possíveis obstáculos no caminho para a criação de tal instituição de crédito multilateral.

Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, identificados pela sigla Brics, pediram a seus ministros das Finanças para estudar a possibilidade de criação de um banco de desenvolvimento que, esperam eles, pode oferecer uma alternativa ao Banco Mundial, dominado pelos Estados Unidos.

"Não é o tipo de tarefa fácil", afirmou Zoellick em entrevista à imprensa. Os membros precisam concordar sobre a composição do capital, a estrutura de governo, a localização e em uma pessoa que vai chefiar a organização, disse o presidente do Banco Mundial. Ele afirmou ainda que obter um alto rating de crédito, para assegurar acesso a dinheiro barato, também seria um dos principais desafios para um banco dos Brics.

Zoellick disse que o Banco Mundial, já um parceiro de bancos regionais de desenvolvimento, estaria aberto para dividir seu conhecimento sobre operações globais e até aproveitar as oportunidades de financiamento conjunto com o proposto banco dos Brics. "Suspeito que seríamos capazes de nos complementar."

Ele também disse que as nações emergentes estão bem representadas entre os funcionários do Banco Mundial, tentando desviar as críticas do bloqueio dos EUA sobre a presidência da instituição. "O principal líder realiza um importante papel, mas de forma alguma faz isso sozinho", afirmou. "É essencial ter uma visão completa de toda a organização."

Zoellick disse que a Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês), uma unidade do Banco Mundial, vai investir US$ 1 bilhão na Índia neste ano. As informações são da Dow Jones.

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