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Banco Mundial prevê expansão da China de 8,4% em 2009

Instituição, contudo, alerta para o risco do surgimento de bolhas de ativos e de investimentos mal feitos

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

04 de novembro de 2009 | 12h45

A economia chinesa deverá crescer um pouco mais rápido em 2010, abrindo espaço para que o governo retire parte das políticas de estímulo ao crescimento, disse o Banco Mundial nesta quarta-feira, 4. Na revisão trimestral de suas projeções, o Banco Mundial estimou que a economia chinesa registrará expansão de 8,7% em 2010, levemente acima da projeção revisada de expansão de 8,4% em 2009. A melhora da atividade para o próximo ano será puxada pelo desempenho positivo das exportações e do setor imobiliário, disse o banco. Em junho, o banco havia previsto crescimento de 7,2% para a economia chinesa este ano.

 

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Analistas afirmam, entretanto, que as autoridades chinesas continuarão a resistir às pressões dos outros países para permitir a apreciação de sua moeda, o que deve ser um tema para discussão no encontro do G-20 deste final de semana na Escócia. A rápida recuperação chinesa este ano é favorável a países exportadores de commodities, como a Austrália e o Brasil, assim como ao resto da Ásia.

 

O Banco Mundial afirmou também que, embora o crescimento chinês tenha claramente se firmado, há risco de uma grande elevação nos empréstimos bancários esse ano conduzirem a bolhas de ativos e a investimentos mal feitos. "O estímulo chinês foi focado no curto prazo, portanto, a China provavelmente irá voltar atrás no front monetário antes de outros países", afirmou o economista-chefe para a China do Banco Mundial, Ardo Hansson, em entrevista concedida em Pequim. Uma moeda forte pode ajudar nesse sentido e também encorajar reformas estruturais, acrescentou. "Se a China precisa aumentar a demanda doméstica e depender menos das exportações, apreciar a taxa de câmbio é provavelmente algo que está em estudo", acrescentou.

 

Com algumas outras grandes econômicas já tendo dado início a retirada de estímulo - Austrália elevou o juro duas vezes - a China deve ser questionada sobre sua política nos próximos dias, no encontro do G-20. Até o momento, as autoridades dizem estar determinadas a manter suas políticas de estímulo.

 

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Ma Zhaouxu, pediu aos governantes no mundo para manterem as políticas de suporte às suas respectivas economias. O economista-chefe global do Citic Securities em Hong Kong, Hu Yifan, afirmou que a China poderia deixar o yuan subir levemente contra o dólar no ano que vem, mas que não deverá fazer promessas no encontro do G-20 sobre o câmbio.

 

O governo chinês lançou no final do ano passado um programa de estímulo econômico de 4 trilhões de yuans e ainda há preocupações quanto a demanda privada. A China provavelmente gostaria de ver uma recuperação global firme para ajudar o país a sustentar sua própria recuperação, já que as exportações permanecem fracas.

 

Mas as autoridades chinesas estão agora confiantes de que a China irá atingir sua meta de crescimento de 8% este ano, portanto aumenta o debate sobre quais políticas devem substituir o estímulo. A forte expansão dos empréstimos bancários claramente sustentou a economia, mas também provocou temores de que o capital especulativo possa inflar os preços das ações e no setor imobiliário. As informações são da Dow Jones.

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