Yannis Behrakis/Reuters
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Banco Mundial teme contágio da crise na Grécia

'Estamos observando principalmente o que está ocorrendo nos países vizinhos', diz o presidente do Banco Mundial

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2015 | 06h05

GENEBRA – O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, alerta para o contágio de uma crise na Grécia, especialmente para países do Leste Europeu. "Estamos acompanhando a situação de forma muito atenta", disse Kim. "Estamos observando principalmente o que está ocorrendo nos países vizinhos (da Grécia) onde nós estamos trabalhando", declarou. 

Em locais como Romênia e Bulgária, bancos gregos contam com uma participação importante na economia local e chegam a ter 20% do sistema financeiro em suas mãos. Um colapso da economia grega, portanto, teria um impacto direto nesses mercados. 

Milhões de pessoas ainda na Sérvia, Albânia, Macedônia e outros da região têm seus depósitos em bancos gregos. Diante da crise, o Banco Central da Macedônia e da Sérvia introduziram restrições nos movimentos de capitais entre os bancos gregos em suas economias e suas matrizes em Atenas. 

Ao contrário do que ocorreu na Grécia, as agências desses bancos abriram na segunda-feira nos países vizinhos. Mas as autoridades registraram um aumento de transações. 

Para analistas da Capital Economics, a exposição dos mercados do Leste Europeu em relação à Grécia foi reduzida nos últimos anos. Mas alerta que essas economias continuariam sendo afetadas pela saída de Atenas da zona do euro. O impacto ainda seria sentido na Hungria e Eslováquia, alertou. 

Na semana passada, Kim declarou a jornalistas que estava preocupado com a tranquilidade que o mercado estava falando de uma saída da Grécia da zona do euro. 

“Alguns comentários que ouço de pessoas que estão envolvidos em crises como esta é que sempre pode haver uma surpresa”, alertou. “Você pode achar que o mercado já calculou o impacto do problema na Grécia. Mas nunca se sabe. Portanto, peço que todos na mesa de negociação façam o possível para chegar ao que pode ser bom para a Grécia e para a Europa e, claro, para o mundo”, completou. 

Nesta manhã, questionado sobre como ele votaria no referendo, Kim apenas respondeu : "Desejo o melhor para eles e que encontrem uma solução". 

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