Banco Mundial vê China crescendo 8,4% em 2013

Para o leste asiático como um todo, o crescimento no próximo ano deve atingir 7,9%

Reuters

19 de dezembro de 2012 | 08h06

O Banco Mundial elevou nesta quinta-feira suas projeções de crescimento econômico para a China e o leste asiático em 2013, afirmando que a região continua resistente ao cenário de performance fraca da economia global.

"Para 2013, esperamos que a região se beneficie da demanda doméstica forte e de uma leve recuperação global que irá levar a contribuição das exportações líquidas ao crescimento de volta a território positivo, tendência que deve continuar em 2014", disse o Banco Mundial em sua última Atualização Econômica sobre o Leste Asiático e Pacífico.

"A maioria dos países na região manteve seus fundamentos macroeconômicos fortes e deve conseguir lidar com choques externos", completou. Apesar disso, o relatório alerta para riscos como uma forte desaceleração do crescimento do investimento na China, que pode abalar a confiança global, e eventual fracasso em um acordo nos Estados Unidos sobre aumentos tributários e cortes de gastos antes do final deste ano.

O Banco Mundial disse que a China deve crescer 8,4% no próximo ano, impulsionada por estímulo fiscal e a implementação mais rápida de grandes projetos de investimentos. Essa estimativa é mais alta do que o dado de 8,1% citado em um relatório em outubro.

"A desaceleração na economia chinesa parece agora ter chegado ao fim. Embora o crescimento no terceiro trimestre, de 7,4% na comparação anual, ainda seja baixo comparado com o ano passado, o crescimento na base trimestral avançou notavelmente, alcançando 9,1% no terceiro trimestre a uma taxa anualizada e ajustada sazonalmente", completou o Banco Mundial.

O crescimento no país mais populoso do mundo, entretanto, deve desacelerar para cerca de 8% em 2014, com o ritmo potencial de expansão econômica caindo gradualmente uma vez que o crescimento da produtividade e da força de trabalho diminui.

Para o leste asiático como um todo, o crescimento no próximo ano deve atingir 7,9%, ante previsão anterior de 7,6%, com Filipinas e Malásia avançando 6,2% e 5%, respectivamente.

(Reportagem de Kevin Lim)

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