Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Banco planeja emprestar mais, diz presidente

Presente ao debate, Caffarelli, do BB, disse que estuda, com o BNDES, ações para pequenas e médias empresas

Vinicius Neder e Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

20 Junho 2017 | 21h57

O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, reforçou ontem a determinação de emprestar mais para ajudar na recuperação da economia. Em conjunto com o presidente do Banco do Brasil (BB), Paulo Rogério Caffarelli, Rabello de Castro citou iniciativas de ampliação das linhas para pequenas e médias empresas. Anunciou ainda que o BNDES estuda lançar o “BNDES Direto”, nos moldes do Tesouro Direto, plataforma eletrônica de venda de títulos públicos para investidores pessoa física. 

O sinal de que há disposição em emprestar mais veio quando, em debate para marcar os 65 anos do BNDES, completados ontem, o ex-presidente do banco José Pio Borges de Castro Filho afirmou que o aporte de R$ 500 bilhões do Tesouro foi um exagero, mesmo após a devolução de R$ 100 bilhões, feita ano passado. Rabello de Castro pediu a palavra e disse que “o resto, o banco pretende usar”. “A turma fica meio gulosa, mas a gente é mais guloso na retomada do crescimento. Acho até que vão faltar (recursos)”, afirmou o presidente do BNDES.

Presente ao debate, Caffarelli, do BB, disse que estuda, com o BNDES, ações para pequenas e médias empresas. Segundo o presidente do BB, a intenção é tornar mais atrativas as linhas de crédito já existentes no BNDES e repassadas por outros bancos, possivelmente, com juros mais baixos do que os oferecidos atualmente. A linha deve ser lançada no segundo semestre do ano.

Sobre o “BNDES Direto”, Rabello de Castro reforçou que seria “algo parecido” com o Tesouro Direto, plataforma do Tesouro Nacional para a venda de títulos públicos a investidores pessoas física. “É uma janela de fomento ao investidor anônimo, distribuindo papéis”, disse o presidente do BNDES

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