Banco Real não será vendido, diz executivo do Barclays

O executivo-chefe do banco Barclays, John Varley, disse que "certamente não" venderá a unidade brasileira do ABN Amro, o Banco Real, caso a fusão entre os dois grupos seja concretizada, informou o serviço noticioso Thomson Financial. "Eu certamente não vou vender isso", disse Varley. "Eu adoro esse negócio. A exemplo da participação do ABN Amro no Capitalia SpA, da Itália, trata-se de uma parte de elevado crescimento do banco." Barclays e ABN Amro anunciaram nesta segunda-feira, 23, os detalhes de seu plano de fusão, um negócio avaliado em 45 bilhões de libras esterlinas, ou cerca de R$ 185 bilhões e que, se confirmado, vai criar o quinto maior banco do mundo. Varley será o executivo-chefe do novo banco caso a transação siga adiante. O destino do ABN Amro Real tem sido alvo de intensa especulação. Um dos interessados é o Santander, da Espanha. Ele integra um consórcio com o britânico Royal Bank of Scotland e o belgo-holandês Fortis, que também quer os ativos globais do banco holandês. Uma reunião entre representantes do consórcio e executivos do ABN Amro, prevista para ocorrer nesta segunda, foi adiada após a divulgação dos detalhes da oferta de fusão entre o banco holandês e o Barclays. Outros bancos também estariam interessados na aquisição das operações do ABN Amro Real. Na sexta-feira, o jornal britânico The Times informou que o HSBC estaria "seriamente" disposto a fazer uma oferta pelo Real caso o Barclays concretizasse sua aquisição do banco holandês. Analistas afirmam que bancos brasileiros também poderão tentar adquirir o Real caso ele seja colocado à venda. E o Santander poderia isoladamente tentar adquirir o Real junto ao Barclays caso a estratégia de seu consórcio seja frustrada.

Agencia Estado,

23 Abril 2007 | 13h13

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