FABIO MOTTA/ESTADAO
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Banco vai admitir erros em CPIs no Congresso

Envolvido em apurações de duas CPIs no Congresso Nacional, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai mudar sua postura em relação às operações de empréstimo e investimento realizadas no passado e assumir uma autocrítica. A avaliação da direção, sob o comando de Paulo Rabello de Castro, é que o banco de fomento precisa admitir os erros e sair da condição de apenas se defender. 

Renan Truffi, Brasília

17 Setembro 2017 | 05h00

O caso JBS é a maior influência por trás dessa mudança. As informações que vieram à tona com a delação de ex-executivos da empresa aceleraram o processo. 

O ponto de vista que deve nortear essa autocrítica é de que o banco precisa abandonar seu modo financista, para também se cercar de mecanismos e regras em relação ao que acontece com o capital investido pelo BNDES depois que o dinheiro chega aos beneficiados.

Esse discurso deve ficar mais evidente nas próximas semanas, quando supervisores do banco deverão prestar informações às comissões de inquérito abertas no Congresso. Tanto a CPI do BNDES, no Senado, quanto a CPI Mista da JBS, no Congresso, buscam investigar, entre outras coisas, os subsídios concedidos pela instituição à JBS, dos irmãos Batista. 

Durante o governo Lula, o banco investiu cerca de R$ 10 bilhões na holding J&F – que controla a JBS, dona da Friboi. O próprio presidente do BNDES já começou a dar declarações nesse sentido. 

O sub-relator da CPMI da JBS, o deputado Delegado Francischini (Solidariedade-PR), prepara agora um requerimento que tem o objetivo de rastrear o “caminho do dinheiro” investido pelo banco na aquisição de empresas nos Estados Unidos, durante a chamada política dos “campeões nacionais”. 

O pedido deve ser apresentado na próxima reunião da comissão, marcada para a próxima terça-feira. 

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