Bancos alemães decidem até amanhã sobre acordo

Credores vão divulgar dados sobre exposição na dívida grega; maioria quer garantir a participação de instituições de outros países na rolagem da dívida

Dow Jones Newswires, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2011 | 00h00

As maiores instituições financeiras da Alemanha têm até amanhã para apresentar ao governo os números da exposição na dívida da Grécia e sinalizarem se vão participar do plano para voluntariamente estender o prazo de vencimento dos bônus gregos, disseram três fontes familiarizadas com o assunto.

Os maiores bancos, seguradoras e fundos de investimento discutiram as opções para rolagem dos vencimentos dos papéis gregos com o governo na quinta-feira e ontem, para envolver o setor privado no resgate grego.

A maioria das instituições financeiras alemãs quer garantir que a participação no plano de rolagem da dívida grega não fique limitada a elas, segundo as fontes. Estão sendo discutidas também possíveis garantias que limitem as perdas das instituições alemãs caso ocorra um evento de crédito ou redução no valor de face dos bônus gregos.

Autoridades dos Ministérios de Finanças da Alemanha, França e outros países têm pedido que os credores privados compartilhem o ônus de um segundo resgate. Isso significa que os credores terão prejuízos e precisam aceitá-lo voluntariamente, para evitar que as agências de classificação de risco afirmem que a Grécia declarou o calote da dívida.

Cronograma. O Parlamento grego votará na quarta-feira, 29 de junho, o plano de austeridade de 28 bilhões em cinco anos, segundo informou uma autoridade parlamentar. "O cronograma foi finalizado e o pacote será votado no meio do dia na quarta-feira", disse a fonte. "O debate vai começar na segunda-feira e continuará até a manhã da quarta-feira, com a votação ocorrendo depois disso", acrescentou.

Um debate sobre uma legislação separada para implementação das medidas deverá começar imediatamente depois e continuar até a quinta-feira. A votação dessa legislação está prevista para o fim da quinta-feira, mas não há um prazo estabelecido, ainda segundo a fonte.

A União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) pediram que o país aprove o plano de austeridade, a legislação para implementação e um programa de privatização de 50 bilhões, antes de fornecerem mais ajuda ao país.

O governo grego estabeleceu o dia 30 de junho como prazo final para aprovação parlamentar --pouco antes da reunião de ministros de Finanças da zona do euro, em 3 de julho, que decidirá sobre a próxima parcela do crédito de 110 bilhões oferecido em 2010.

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