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Bancos alertam sobre escassez de petróleo e impacto sobre PIB

Grandes bancos alertaram nesta quinta-feira que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) precisa agir se os preços do petróleo se aproximarem de níveis que possam atrapalhar a recuperação econômica, dizendo que a perda da produção de outro país depois da Líbia pode gerar escassez global e racionamento da demanda.

DMITRY ZHDANNIKOV E CHRISTO, REUTERS

24 de fevereiro de 2011 | 09h28

O Goldman Sachs emitiu nota dizendo que o mundo não poderá lidar com outra paralisação da produção como a da Líbia. Os preços do petróleo Brent subiram mais de 8,50 dólares, para quase 120 dólares o barril, em meio aos conflitos políticos líbios.

A petrolífera italiana ENI, com importantes operações na Líbia, disse que o membro da Opep havia perdido três quartos da produção.

"O mercado não pode acomodar outra paralisação, na nossa opinião, com os problemas na Líbia potencialmente absorvendo metade da capacidade ociosa da Opep", disse Jeffrey Currie, analista do Goldman Sachs, em nota.

"Isso torna os riscos associados ao contágio bem maiores do que eram há alguns dias, pois mais paralisações podem agora criar uma escassez nos mercados globais de petróleo que exigiria um substancial racionamento da demanda."

Currie acrescentou, porém, que os altos níveis de estoques globais podem acomodar uma total escassez de exportações líbias por mais de 100 dias e que a capacidade ociosa da Opep pode facilmente absorver uma perda total se preciso.

O Barclays Capital disse que não vê pressão de queda nos preços de minério de ferro até que mais petróleo chegue ao mercado.

"Ao menos que nós vejamos uma medida explícita dos ... países produtores, por exemplo a Arábia Saudita, eu não acho que haja necessariamente uma pressão de queda nos preços (de petróleo)", disse Amrita Sen, analista do Barclays.

O Deutsche Bank disse que o petróleo acima de 120 dólares o barril seria um ponto de inflexão para o crescimento econômico global.

"Cento e vinte dólares o barril é o nível em que o petróleo como parcela do PIB global começa a ir acima de 5,5 por cento, o que historicamente é um ambiente onde o crescimento fica sob pressão."

O BNP Paribas espera que o Brent fique em uma média de 117 dólares o barril no segundo trimestre e que o petróleo nos EUA fique em 105 dólares. O banco elevou a média anual do petróleo norte-americano em 13 dólares, para 102 dólares. A média do Brent foi elevada em 24 dólares, para 112 dólares.

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