Bancos antecipam restituição do Imposto de Renda

Os contribuintes já podem antecipar parte da restituição do Imposto de Renda (IR), que começará a ser paga pela Receita Federal a partir de junho. Desde o começo da semana, alguns dos principais bancos estão oferecendo linhas de crédito atreladas à devolução do imposto. As instituições emprestam até 75% do valor a receber e cobram juros mensais que variam de 2,7% a 3,65% ? menores que as taxas cobradas em linhas comuns, em torno de 6% ao mês. Por enquanto, apenas Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Santander, Banespa e Nossa Caixa oferecem essa opção de financiamento. Mas nos próximos dias, outros bancos devem aderir à modalidade de crédito. O Unibanco, por exemplo, vai emprestar, a partir de segunda-feira, até 80% da restituição, com taxa de 3,49%. Bradesco e Itaú ainda avaliam as condições. Para ter acesso ao crédito, os contribuintes têm de ir a uma agência bancária, apresentar o recibo de entrega da declaração e escolher o banco como meio de recebimento da restituição do IR. A operação, no entanto, requer cuidados, alerta o presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira. Segundo ele, apesar da vantagem de receber o dinheiro antecipadamente, os contribuintes devem estar cientes de que se trata de um empréstimo com juros mensais em torno de 3%. Operação O pagamento do crédito está atrelado ao recebimento da restituição. Mas o cliente pode ter problemas se cair na malha fina. Isso porque, normalmente, o prazo para a quitação do empréstimo está limitado ao fim do ano. Assim, se não sair a restituição até dezembro e o contribuinte não tiver dinheiro para pagar ao banco, a alternativa será fazer outro financiamento. Dessa vez, porém, com as taxas do mercado. Para Ribeiro, a antecipação apenas é vantajosa no caso de o cliente ter dívidas no cartão de crédito ou cheque especial, cujas taxas de juros são exageradamente altas. Variação de taxas Até agora, as menores taxas são oferecidas por Santander e Banespa. Para os clientes que recebem salário nesses bancos, a taxa mensal é de 2,8%; e para os demais clientes, de 2,9%. O Banco do Brasil é o que cobra a maior taxa de juros, de 3,65% ao mês. Em 2003, o banco fez 170 mil operações desse tipo, no valor de R$ 295 milhões. Este ano, a expectativa é de elevar em 20% as contratações. Na Caixa, o crédito deverá saltar de R$ 20 milhões para R$ 35 milhões, diz a gerente de Mercado, Marcia Ivanisk.

Agencia Estado,

05 Março 2004 | 17h04

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