Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Bancos anunciam planos para obter mais capital

Bank of America, Morgan Stanley e Wells Fargo emitirão novas ações, enquanto Citigroup vai converter papéis preferenciais em ordinários

Leandro Modé, O Estadao de S.Paulo

08 de maio de 2009 | 00h00

Alguns dos dez bancos que vão precisar de mais capital após os testes de estresse promovidos pelo governo americano anunciaram ontem mesmo seus planos para obter o dinheiro e, com isso, reduzir a vulnerabilidade a cenários econômicos ainda mais adversos do que o atual. O Bank of America (BofA), que terá a maior necessidade de todos - US$ 33,9 bilhões -, espera aumentar o capital sem nenhum investimento adicional do governo. Isso significa que o Estado não se tornará grande acionista por meio da conversão do investimento existente (US$ 45 bilhões) em ações ordinárias ou preferenciais conversíveis. Segundo o banco, as planejadas vendas de ativos - que podem incluir o banco First Republic, a gestora de ativos Columbia Management e uma participação parcial no China Construction Bank - deverão gerar US$ 10 bilhões. O banco também pretende levantar capital por meio de uma oferta de 1,25 bilhão de novas ações ordinárias e converter algumas ações preferenciais privadas em ordinárias. Além disso, disse que pode considerar "várias joint ventures". As informações foram divulgadas pela edição eletrônica do Wall Street Journal. Segundo o jornal, o Morgan Stanley venderá US$ 2 bilhões em ações após os testes terem mostrado que o banco precisa levantar US$ 1,8 bilhão. O Wells Fargo informou que vai oferecer US$ 6 bilhões em ações. O teste de estresse determinou que a instituição precisa de US$ 13,7 bilhões adicionais. A oferta representa cerca de 6% da capitalização de mercado de US$ 98,6 bilhões do banco e está sendo estimada entre US$ 20,50 e US$ 22 por ação, com a venda prevista para a abertura do mercado hoje. O Citigroup optou por caminho diferente. Disse que obterá os US$ 5,5 bilhões que o teste mostrou serem necessários por meio da troca de ações preferenciais por papéis ordinários (que dão direito a voto). Em fevereiro, o Citi anunciou que pretendia fazer uma troca nesses moldes no total de US$ 27,5 bilhões. O banco informou ontem que os US$ 5,5 bilhões serão adicionados a esse montante. Serão, portanto, US$ 33 bilhões. Segundo analistas, se todos os acionistas aceitarem a proposta, o governo americano passará a deter 34% das ações ordinárias do Citi - hoje, esse porcentual é de 36%. "Agora poderemos ter como foco nossos clientes, que precisam de nós mais do que nunca", disse o presidente mundial do Citigroup, Vikram Pandit, em uma teleconferência. O resultado dos testes foi divulgado após o fechamento da Bolsa de Nova York. No pós mercado, as ações do Citi subiam 0,79%, as do Morgan Stanley caíam 3,5% as do Wells Fargo, 1,66%, e as do BofA, 1,1%. COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.