Bancos anunciam redução dos juros ao consumidor

Bradesco e Unibanco anunciaram redução de taxas para modalidades; Caixa também vai adotar medida

Adriana Fernandes, da Agência Estado

21 de janeiro de 2009 | 18h18

Acompanhando a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de cortar a taxa de juros em 1 ponto porcentual, para 12,75% ao ano, vários bancos anunciaram a redução das taxas de juros para diversas modalidades, incluindo pessoas físicas e jurídicas. Entre os bancos, estão o Bradesco, Itaú, Unibanco, Banco do Brasil e a Caixa Econômica.     Veja também: Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    O Bradesco anunciou a redução das taxas de juros para diversas modalidades de crédito, incluindo pessoas físicas, jurídicas e leasing de veículos. A medida passa a vigorar a partir de quinta-feira, 22.   Para pessoa física, a taxa de juros mínima do Bradesco do cheque especial vai recuar de 4,83% ao mês para 4,78% ao mês e a máxima, de 8,64% ao mês para 8,56% ao mês. No crédito pessoal, a taxa mínima foi reduzida de 3,39% ao mês para 3,31% ao mês e a máxima, de 5,99% ao mês para 5,91% ao mês.   Na modalidade CDC Veículos, a taxa mínima caiu para 1,62% ao mês, de 1,70% ao mês, e a máxima foi reduzida de 2,76% ao mês para 2,68% ao mês. As taxas do CDC Bens caíram de 2,98% ao mês para 2,90% ao mês na mínima e de 4,26% ao mês para 4,18% ao mês na máxima.   A modalidade Leasing Veículos passará a operar com um teto mínimo de 1,86% ao mês, contra 1,94% ao mês praticado anteriormente e sua taxa máxima recuou de 2,87% ao mês para 2,79% ao mês.   Para empresas, a linha de capital de giro vai passar a operar com taxas a partir de 2,68% ao mês, contra uma mínima de 2,76% ao mês. A taxa máxima caiu de 5,12% ao mês para 5,04% ao mês. Os juros da linha de antecipação de recebíveis de duplicatas, cheques e cartão de crédito foram reduzidos de 2,65% ao mês para 2,57% ao mês na mínima e de 4,60% ao mês para 4,52% ao mês, na máxima.   Já as taxas da conta garantida também foram reduzidas. A mínima caiu de 3,97% ao mês para 3,89% ao mês e a máxima, de 7,09% ao mês para 7,01% ao mês.   Unibanco   O Unibanco também decidiu reduzir os juros e a queda começa a valer a partir da próxima segunda-feira, dia 26 de janeiro. Em nota, a instituição informou que a redução irá atingir a taxa máxima cobrada no Crédito Pessoal Parcelado (CPP), no cheque especial para pessoa física, no cheque especial de empresas e na linha de financiamento de Capital de Giro (Unigiro). A queda será de 0,08 ponto porcentual sobre as taxas mensais, o que corresponde ao repasse integral do corte de 1 ponto porcentual efetuado na Selic, que é anual.   Itaú   O Itaú anunciou a redução da taxa de juros para pessoa física e jurídica nas modalidades empréstimos pessoal parcelado e cheque especial, um repasse à queda de 1 ponto porcentual da taxa básica de juros, para 12,75% ao ano.   Para Pessoa Física (PF), o crediário automático cai de 7,09% ao mês para 7,01% ao mês. Os juros do cheque especial caem de 8,95% ao mês para 8,87% ao mês.   Para Pessoa Jurídica (PJ), o giropré automático cai de 7,09% ao mês para 7,01% ao mês. Os juros do cheque especial caem de 8,95% ao mês para 8,87% ao mês.   As novas taxas passam a vigorar a partir de segunda-feira, 26 de janeiro, em todo o País.         Bancos públicos   Antes mesmo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pressionasse, a Caixa Econômica Federal também anunciou uma nova rodada de cortes nas suas taxas de juros cobradas em empréstimos às pessoas física e jurídica. O vice-presidente de Finanças da instituição, Márcio Percival, informou à Agência Estado que a queda será, em média, de 4% para três produtos destinados à pessoa jurídica e três voltados para a pessoa física.   A Caixa resolveu antecipar a rodada que só seria feita em 15 dias devido ao novo cenário de emprego e diminuição das taxas futuras de juros. Pelo cenário traçado pela instituição, a taxa Selic ao final de dezembro deste ano estará em 10,25% ao ano. Essa projeção foi utilizada como base para a redução nas taxas de empréstimos na Caixa. Os valores serão divulgados ainda hoje, mas mais tarde, por meio da assessoria de imprensa do banco.   Para Percival, a medida é importante para manter o nível de atividade e minimizar os efeitos da crise financeira. Ele disse que a Caixa continuará mantendo a qualidade na análise de risco das concessões de crédito. A decisão de fazer nova rodada de cortes de juros foi antecipada pela AE na ultima sexta-feira.     O Banco do Brasil decidiu também reduzir a taxa. As novas taxas passam a vigorar nas agências na sexta-feira, dia 23.Nos empréstimos para as famílias, a taxa mínima do cartão de crédito será reduzida de 3,79%ao mês para3,71%. No cheque especial, o juro máximo caiu de 7,99% para 7,91% ao mês. No crédito direto ao consumidor, o juro do crediário recuou de 3,19% para 2,62%.Nas operações para as empresas, a taxa máxima do BB Giro Rápido caiu de 2,50% para 2,40%. No cheque especial para empresas, a taxa cedeu de 7,89% para 7,81%.   "A novaredução dá prosseguimento à estratégia do BB de diminuir gradualmenteastaxasdejurosde suasoperações de crédito. Desde novembrode 2008, o BBrealizoutrêsreduçõesde encargos de suas principais linhas de crédito destinadas a pessoas físicas e jurídicas", destaca nota enviada pelo banco à imprensa.   Texto atualizado às 20h03   (Com Fernando Nakagawa, Mônica Ciarelli, Carolina Ruhman e Anne Warth da Agência Estado)

Tudo o que sabemos sobre:
Caixa Econômica

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.