Bancos brasileiros reduzem exposição no exterior

Os bancos brasileiros diminuíram sua exposição nos mercados estrangeiros em 2009. No ano passado, as instituições baseadas no País retraíram seus empréstimos no mundo em US$ 9,9 bilhões. A diminuição foi mais acentuada que em 2008, quando o corte de linhas de crédito e de empréstimos chegou a US$ 4,5 bilhões.

GENEBRA, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2010 | 00h00

Segundo os dados do BIS, os bancos brasileiros ainda representam uma fatia pequena no volume de créditos mundial. Em 2009, a exposição total de bancos foi de US$ 30,4 trilhões.

Já os bancos com base no Brasil mantinham exposições totais de US$ 54,1 bilhões no mundo. Em 2007, no auge da presença brasileira no exterior, o volume de créditos era de US$ 65,2 bilhões.

Grande parte da retração de créditos dos bancos do País foi para o setor produtivo, uma redução de US$ 6,4 bilhões em 2009.

Uma parcela importante da retração dos bancos brasileiros havia ocorrido no início de 2009. Mas, no último trimestre do ano, a redução voltou a ser sentida, com a retirada de linhas de crédito de US$ 5,2 bilhões em apenas três meses.

Os países ricos são os principais destinos dos créditos e empréstimos de bancos situados no País. A exposição dos bancos brasileiros nos mercados ricos chegou a US$ 33 bilhões em 2009. Desse total, US$ 20 bilhões estão na Europa.

A exposição de brasileiros nos mercados emergentes chega a US$ 10 bilhões, dos quais 87% estão na América Latina. O país da região com maior exposição brasileira é o Chile, com US$ 5,7 bilhões de empréstimos nacionais.

Na Argentina, a exposição é de US$ 1,2 bilhão, ante cerca de US$ 1 bilhão no vizinho Uruguai. E US$ 10 bilhões ainda estão em centros offshore.

Dívida. No restante do mundo, o BIS também identificou uma redução da exposição de bancos a papéis da dívida pública dos governos ricos. O volume caiu de US$ 3,7 trilhões em 2008 para US$ 3,58 trilhões no fim de 2009.

Os bancos de certa forma migraram para os mercados emergentes, onde a tendência foi de alta, passando de US$ 861 bilhões para US$ 887 bilhões entre 2008 e 2009. / J.C.

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