Bancos consideram ?natural? tarifa de conta investimento

O presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, Gabriel Jorge Ferreira, afirmou hoje que é natural a cobrança de tarifa para a movimentação de recursos na conta investimento, que será criada a partir de agosto. Para Ferreira, a cobrança da tarifa não vai inviabilizar esse novo instrumento (que permite a movimentação de recursos entre aplicações financeiras, sem a incidência da CPMF), porque a concorrência fará com que essa tarifa seja pequena.Além disso, lembrou, a proposta em estudo pelo Banco Central, de reduzir o capital mínimo exigido para a criação de bancos que atuarão em segmentos ou regiões específicas, facilitará uma competição ainda maior no sistema financeiro. Ele classificou como "muito positiva" essa idéia em estudo pelo BC, que ainda não tem prazo para uma definição.CréditoSobre o volume pequeno de aplicação dos bancos em empréstimos para baixa-renda, Ferreira disse que as instituições ainda estão aprendendo a operar nesse mercado "o que não é fácil". Ele defende que o governo estimule o crédito produtivo a micros e pequenos empresários, em vez de se preocupar somente com empréstimos para consumo."Nem todos os bancos vão cumprir as exigências. Muitos podem achar melhor depositar os recursos no BC, sem remuneração, em vez de correr o risco concedendo crédito", disse, se referindo à exigência do BC de que 2% dos depósitos a vista sejam aplicados em microcrédito, com juros máximos de 2% ao mês. A partir de agosto o BC começará a fiscalizar o cumprimento dessa determinação e quem não se enquadrar terá que recolher o dinheiro ao BC sem receber nenhuma remuneração por isso.

Agencia Estado,

08 de junho de 2004 | 16h03

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