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Bancos de desenvolvimento do Brics assinam acordo voltado para inovação

O acordo, com validade de cinco anos, vai apoiar projetos e iniciativas que promovam investimentos em inovação tecnológica, com ênfase em infraestrutura e energia sustentável

Adriana Fernandes, João Villaverde, Lisandra Paraguassu, O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2014 | 14h57

FORTALEZA - Os presidentes dos bancos de desenvolvimento do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) assinaram nesta terça-feira, 15, acordo de cooperação voltado para a inovação. O acordo vai apoiar projetos e iniciativas que promovam investimentos em inovação tecnológica, com ênfase em infraestrutura e energia sustentável, e inovação de processos e produtos em diversas áreas da indústria, de serviços e do agronegócio. 

Nesta terça-feira, 15, os chefes de Estados de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul assinaram o acordo que cria o banco do Brics. Os países participam da reunião de cúpula do Brics no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.

Banco de desenvolvimento. Além deste acordo principal para a criação do banco, os bancos de desenvolvimento dos países firmaram compromissos, que terão validade de cinco anos. Toda a análise será feita caso a caso, conforme as políticas e normas de cada instituição, segundo informou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

O objetivo do acordo é incentivar o financiamento em moeda local para projetos de investimentos entre os países. Segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a decisão foi tomada ao longo das reuniões realizadas ontem e hoje com seus pares na China, Índia, Rússia e África do Sul. 

"Dentro dos limites bancários, poderemos dar um limite de operações a bancos estrangeiros, como já existe. Qualquer banco estrangeiro no Brasil pode receber um limite nosso para ele operar como repassadores de recursos do BNDES, desde que nós tenhamos uma reciprocidade, quer dizer, que ele nos permita conceder apoio a empresas brasileiras em seu país de origem", disse Coutinho.

"Para financiar investimento direto isso é muito importante", disse o presidente do BNDES. "Como as receitas da empresa que faz os investimentos serão em moeda local, o financiamento na mesma moeda é muito bom, e isso facilita também a internacionalização cruzada das empresas". Sobre "Internacionalização cruzada", Coutinho explicou se tratar das empresas dos cinco países, que poderão crescer suas operações entre os integrantes do Brics com a medida.

Coutinho afirmou que não haverá necessidade de aportes adicionais do Tesouro Nacional ao BNDES de forma a garantir essa nova modalidade de financiamento, no âmbito do Brics. "O BNDES pode fazer captações externas, temos esse tipo de operação já estabelecida no banco", disse ele. 

Garantias facilitadas. Coutinho informou também que o grupo do Brics fechou um acordo para facilitar as garantias que as empresas dão nos investimentos. Segundo ele, o acordo foi costurado pela Agência Brasileira de Garantias (ABGF).

"Nós (o BNDES) temos certamente muito interesse nessa agenda, porque nós somos usuários de garantias", disse. Segundo ele, em geral a concessão de garantias tem sido feita na maioria dos países por agências especializadas e não pelos bancos. "Os bancos são beneficiários das garantias e não são eles próprios os emissores das garantias", afirmou. 

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